Trump critica Irã por manifestantes; acordo de paz sob pressão em 2026

Donald Trump critica Irã por manifestantes. Pressão por acordo de paz aumenta, e o futuro do Oriente Médio está em jogo! Saiba mais.

21/04/2026 10:47

4 min

Trump critica Irã por manifestantes; acordo de paz sob pressão em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Tensão no Oriente Médio: Trump Critica Irã em Meio a Pressão por Acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Irã devido ao tratamento dado pelo regime aos manifestantes internos. Essa retórica surge em um momento de crescente pressão por um acordo de paz, com o prazo de um cessar-fogo se aproximando.

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“Eles não gostam de mencionar isso: 42 mil manifestantes desarmados, inocentes, muitos deles enforcados. Então, não estamos lidando com o grupo de pessoas mais amigável, mas estamos lidando com eles com muito sucesso”, declarou Trump em entrevista à CNBC.

Reações e Posições das Partes Envolvidas

O ex-líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, reconheceu o falecimento de milhares de iranianos durante os protestos que ocorreram no início deste ano. Ele atribuiu a violência a Trump, alegando que este prometeu “apoio militar” dos EUA.

Trump, por sua vez, havia alertado os líderes iranianos sobre possíveis ações caso o regime continuasse matando manifestantes. Paralelamente, Trump busca finalizar um acordo para encerrar o conflito com o país, negociando sobre a participação em conversações no Paquistão.

Negociações no Paquistão e Ultimatos

Autoridades paquistanesas informaram que as delegações só chegariam na quarta-feira, restando poucas horas para um acordo antes do fim da trégua de duas semanas. Trump ameaçou reiniciar a guerra e atacar a infraestrutura civil iraniana caso seus termos não fossem aceitos.

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Uma primeira rodada de negociações ocorreu há dez dias, e Teerã vinha descartando uma segunda semana. Isso se deu após os EUA se recusarem a suspender o bloqueio e apreenderem um navio cargueiro iraniano.

Perspectivas e Condicionantes Iranianas

Apesar disso, uma fonte paquistanesa envolvida nas discussões comunicou à Reuters que havia um ímpeto para retomar as conversas na quarta-feira, com a expectativa da presença do vice-presidente dos EUA, JD Vance, em Islamabad.

Um funcionário iraniano relatou à Reuters na segunda-feira que Teerã estava “analisando positivamente” a participação, mas condicionou sua disposição à satisfação de suas exigências, incluindo o reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio.

Tensão Militar e Bloqueios no Golfo Pérsico

Um alto comandante militar iraniano afirmou, segundo a agência Tasnim, que o Irã estava pronto para uma “resposta imediata e decisiva”. O principal negociador, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou Trump de aumentar a pressão através do bloqueio, sugerindo que ele tentava “transformar a mesa de negociações em uma mesa de submissão”.

O exército iraniano reportou que um navio entrou em suas águas territoriais vindo do Mar Arábico na segunda-feira (20), acompanhado pela Marinha iraniana, ignorando avisos dos EUA. O Irã controla o acesso ao Golfo Pérsico para todos os navios, exceto os seus.

Impacto Geopolítico e Nuclear

O país havia anunciado a reabertura do estreito na semana anterior, mas revogou a decisão no sábado (18) após Trump recusar suspender o bloqueio aos portos iranianos. Isso manteve o estreito fechado, afetando o fluxo diário de 20 milhões de barris de petróleo.

O programa nuclear iraniano é um ponto crucial. Trump busca um acordo que evite aumentos nos preços do petróleo e choques no mercado de ações, mas insiste que o Irã não tem meios para desenvolver uma arma nuclear. Ele exige a renúncia do estoque de urânio altamente enriquecido.

O Cenário de Negociação e Consequências Globais

Teerã espera usar seu programa nuclear para negociar um acordo que impeça a guerra e suspenda sanções, mantendo parte de seu programa nuclear, que o país alega ter fins pacíficos. Trump havia inicialmente previsto um cessar-fogo de duas semanas a partir da noite de 7 de abril em Washington.

Fontes paquistanesas indicaram que o cessar-fogo expiraria na quarta-feira, às 20h no horário dos EUA, o que corresponde a 21h no horário de Brasília, e às 3h30 da manhã de quinta-feira no Irã. O conflito gerou um choque histórico no fornecimento global de energia e teme colapso econômico mundial.

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