Tabata Amaral Lidera Debate Urgente: Lei Contra Misoginia em Foco na Câmara

Câmara debate lei para criminalizar a misoginia! Tabata Amaral lidera iniciativa que busca fim ao ódio contra mulheres. Oposição resiste!

05/05/2026 04:35

3 min

Tabata Amaral Lidera Debate Urgente: Lei Contra Misoginia em Foco na Câmara
(Imagem de reprodução da internet).

Câmara Discute Projeto de Lei para Criminalizar a Misoginia

A Câmara dos Deputados iniciou nesta terça-feira (5) a formação de um grupo de trabalho para debater o Projeto de Lei que visa criminalizar a misoginia. A iniciativa será coordenada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que tem planos de apresentar o texto para votação no primeiro semestre.

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O projeto busca estabelecer a misoginia como crime, tipificando essa forma de ódio direcionado às mulheres.

Objetivos do Grupo de Trabalho

O grupo de trabalho terá como objetivo ouvir diferentes perspectivas sobre o tema. A deputada Tabata Amaral pretende coletar opiniões de outras parlamentares, representantes de organizações da sociedade civil e juristas. O objetivo é que ela possa elaborar um relatório com as conclusões do grupo, apresentando uma proposta sólida para o projeto.

Resistência Política

Apesar de ter sido aprovado pelo Senado, o projeto enfrenta resistência da oposição. Grupos de direita argumentam que a proposta pode limitar a liberdade de expressão e buscam impedir a sua aprovação na Câmara dos Deputados. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se manifestou contra o texto, alegando que ele ameaça a liberdade de expressão.

A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) classificou a proposta como “censura” e expressou preocupação com o seu potencial uso para “calar mulheres”.

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Apoio ao Projeto

A deputada Tabata Amaral busca impulsionar o projeto, enfatizando que ele é “apartidário”. Ela conta com o apoio de Hugo Motta, que se comprometeu a defender o texto, destacando a prioridade do combate à violência contra a mulher. Motta mencionou outras iniciativas aprovadas pela Câmara, como a utilização de tornozeleiras eletrônicas para agressores e a tipificação do crime de vicaricídio.

Contexto Legal e Social

O projeto de lei surge em um contexto de crescente onda de ódio às mulheres nas redes sociais. A proposta visa combater discursos de ódio e discriminação contra mulheres, com base na ideia de uma suposta supremacia masculina. Até o momento, a misoginia não é considerada crime no Brasil, sendo frequentemente equiparada a delitos como injúria e difamação, que possuem penas mais brandas.

A proposta prevê penas de dois a cinco anos de reclusão para o crime de misoginia, equiparando-o ao crime de racismo. Isso significa que a misoginia se tornaria um crime inafiançável e imprescritível, ou seja, que não pode ser suspenso ou interrompido, e que não perde a validade com o tempo.

Nos últimos anos, o Congresso Nacional tem aprovado diversas medidas para enfrentar a violência contra a mulher e proteger as mulheres. Entre elas, destacam-se a permissão para o uso de spray de pimenta em defesa pessoal, a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica para agressores e a tipificação do crime de vicaricídio.

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