Senadora Dorinha Seabra Defende Cadastro Nacional Contra Violência contra Mulher

Senadora Dorinha Seabra defende Cadastro Nacional contra violência! Novo projeto de lei aprovado no Senado busca proteger mulheres. Aguardando sanção

07/05/2026 21:28

2 min

Senadora Dorinha Seabra Defende Cadastro Nacional Contra Violência contra Mulher
(Imagem de reprodução da internet).

O Senado aprovou recentemente, por meio de uma votação considerada simbólica, um projeto de lei que visa estabelecer o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher. A proposta, que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados sem modificações, agora aguarda a sanção do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Com a sanção, a nova legislação entrará em vigor em um prazo de 60 dias após sua publicação oficial.

Objetivos e Funcionamento do Cadastro

O objetivo central do cadastro é reunir informações de indivíduos que foram condenados definitivamente por crimes de violência contra a mulher, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso. A iniciativa busca integrar dados que atualmente estão dispersos entre diferentes órgãos de segurança pública, facilitando o monitoramento de agressores em todo o território nacional.

A gestão do cadastro será realizada pelo governo federal, com compartilhamento de dados entre forças policiais da União e dos estados.

Informações Armazenadas no Cadastro

O cadastro incluirá dados como nome completo, número de documento de identidade (RG), Cadastro de Pessoa Física (CPF), fotografia, impressões digitais e endereço do condenado. A permanência das informações no banco de dados ocorrerá até o cumprimento integral da pena imposta ou, em casos de punições inferiores a três anos, por um período mínimo de três anos. É importante ressaltar que a identidade das vítimas será mantida em sigilo absoluto.

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Abrangência das Condenações

O projeto de lei abrange condenações por crimes como feminicídio, estupro (incluindo casos envolvendo vítimas vulneráveis), importunação sexual, lesão corporal contra a mulher, perseguição, violência psicológica, violação sexual mediante fraude e registro não autorizado da intimidade sexual.

A criação desse cadastro visa fortalecer a proteção às mulheres e suas famílias, proporcionando uma ferramenta mais eficaz para a segurança pública.

Reações e Expectativas

A senadora Dorinha Seabra (União-TO), relatora da matéria no Senado, destacou que a centralização das informações deve aumentar a eficiência das políticas públicas de prevenção e proteção às mulheres. A deputada Silvie Alves (União-GO), autora do projeto, defende que a medida representa um importante instrumento de proteção para mulheres e famílias vítimas de violência, além de fortalecer mecanismos de prevenção e ampliar a capacidade de resposta do Estado diante de crimes de gênero.

A expectativa é que a integração entre os sistemas facilite o intercâmbio de informações entre órgãos públicos e dificulte que condenados mudem de estado para escapar do monitoramento das autoridades.

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