Régis Bittencourt: 5 grupos miram R$ 7,2 bi em leilão na B3 em julho!

Leilão da Régis Bittencourt: Cinco Grupos Interessados em Investimento Bilionário
O Ministério dos Transportes informou que há, no momento, cinco grupos demonstrando interesse no leilão da rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba. O evento está programado para ocorrer na B3, no dia 23 de julho.
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O edital do novo contrato estabelece um investimento significativo de R$ 7,2 bilhões, destinados a obras de ampliação e melhorias operacionais na via. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou este edital na última segunda-feira, dia 13.
Expectativa de Disputa Competitiva
George Santoro, ministro dos Transportes, comunicou à CNN que os grupos estão ativamente estudando o ativo. Ele previu uma disputa acirrada, ressaltando que o número de interessados é um bom sinal para o processo.
O ministro explicou que estão realizando reuniões mais focadas para avaliar a permanência desses grupos até as fases finais do leilão. Segundo ele, é comum que quem inicia os estudos não chegue à disputa, mas ter cinco interessados é um ponto positivo.
Detalhes da Concessão e Investimentos Exigidos
A concessão da Régis Bittencourt, atualmente sob administração da Arteris, passou por um processo de repactuação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). O novo acordo exige um aporte de R$ 7,2 bilhões.
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Esses recursos devem cobrir melhorias operacionais e obras de ampliação, incluindo intervenções na Serra do Cafezal. Este trecho é notório por seu alto índice de acidentes e interrupções frequentes durante períodos chuvosos.
Novos Prazos e Mecanismos de Leilão
Quem for o vencedor do leilão terá o direito de operar a rodovia até 2041, um período que estende o prazo original da concessão em oito anos.
As repactuações contratuais, realizadas no âmbito da Secex Consenso do TCU, demandam que os ativos sejam submetidos a leilões simplificados para validar os entendimentos firmados.
Histórico de Concorrência em Rodovias
Em leilões anteriores, como os da Autopista Fluminense e da BR-101 no Espírito Santo, os operadores atuais foram os únicos participantes. Isso gerou críticas e aumentou a percepção de “risco moral” nos ativos.
O risco moral refere-se à situação em que quem assume uma concessão descumpre exigências, repactua o contrato e, posteriormente, “reassume” em condições mais vantajosas.
Precedentes Recentes de Concorrência
Houve um marco em dezembro do ano passado, quando pela primeira vez se viu concorrência em torno de uma rodovia com contrato repactuado. Foi a Fernão Dias (São Paulo-Horizonte), operada pela Arteris, que contou com três concorrentes.
Neste caso, a Motiva, que é uma empresa ligada à ex-CCR, foi a vencedora da disputa, assumindo a concessão no final de março.
Perspectivas para o Setor de Transportes
O processo de leilão da Régis Bittencourt demonstra a complexidade e o alto valor envolvido na repactuação de grandes infraestruturas rodoviárias no Brasil. A expectativa é de um mercado competitivo.
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