Rapper Oruam e Família em Centro de Investigação do Comando Vermelho

Rapper Oruam e família sob suspeita do Comando Vermelho! Polícia Civil intensifica investigação com foco em lavagem de dinheiro. Prisão preventiva decretada

29/04/2026 18:41

2 min

Rapper Oruam e Família em Centro de Investigação do Comando Vermelho
(Imagem de reprodução da internet).

Rapper Oruam e Família Envolvidos em Investigação do Comando Vermelho

A Polícia Civil do Rio de Janeiro intensificou as investigações sobre o rapper Oruam, mais conhecido como Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, que agora é suspeito de envolvimento em lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho (CV). A operação, denominada “Contenção”, iniciada em outubro de 2025, busca desmantelar o braço financeiro da facção criminosa.

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Alvos da Prisão Preventiva

Entre os alvos da prisão preventiva estão Oruam, sua mãe, Márcia Nepomuceno, e seu irmão, Lucas Nepomuceno. Até o momento, as autoridades ainda não conseguiram localizar Oruam e Lucas, que estão sendo procurados em endereços de Jacarepaguá e Barra da Tijuca.

A investigação aponta para um sistema complexo de movimentação de recursos ilícitos.

A investigação revela que recursos obtidos através do tráfico de drogas eram direcionados a operadores financeiros, que fragmentavam os valores por meio de contas de terceiros. Esses recursos também eram utilizados para cobrir despesas, adquirir bens e realizar operações de ocultação patrimonial.

A complexidade do esquema demonstra a sofisticação da organização criminosa.

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Histórico da Investigação e Prisão de Oruam

Oruam já havia sido preso preventivamente em fevereiro de 2026, após tentar desativar a tornozeleira eletrônica que o monitorava. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele alegou que o problema residia no carregador, mas o problema persistiu. A medida foi determinada pela 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital, em resposta a diversas violações das medidas cautelares impostas.

O rapper estava sob vigilância eletrônica desde setembro de 2025, após ser solto após passar quase dois meses preso por tentar impedir uma operação policial em sua residência. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE-RJ) por sete crimes, incluindo tentativa de homicídio.

Durante o período em que utilizou a tornozeleira eletrônica, Oruam acumulou 66 violações.

Envolvimento da Família Nepomuceno

A família de Marcinho VP, pai de Oruam, que está preso há quase 30 anos e continua a controlar o tráfico de drogas, também é alvo da investigação. A Polícia Civil busca identificar e processar os membros da organização criminosa que atuam fora do sistema prisional.

Márcia Nepomuceno, esposa de Marcinho VP, é investigada por atuar na intermediação de interesses do grupo criminoso, facilitando a comunicação entre os membros e articulando relações com agentes externos. A investigação aponta para uma estrutura nacional do Comando Vermelho, com atuação interestadual e características de cartel.

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