Presidente da Argentina restringe Casa Rosada após alegações de espionagem contra jornalistas?

Presidente da Argentina restringe acesso à Casa Rosada após alegações de espionagem! Saiba quem foi afetado e o que motivou o bloqueio em 23 de abril de 2026.

23/04/2026 15:41

2 min

Presidente da Argentina restringe Casa Rosada após alegações de espionagem contra jornalistas?
(Imagem de reprodução da internet).

Presidente da Argentina restringe acesso à Casa Rosada após alegações de espionagem

O presidente da Argentina, filiado ao partido La Libertad Avanza, proibiu a entrada de todos os jornalistas credenciados na Casa Rosada, sede do governo, nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026. A medida foi tomada após uma investigação que apurou suspeitas de “espionagem ilegal” envolvendo dois repórteres do canal “Todo Noticias”.

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Como parte do protocolo de segurança, o sistema de identificação por impressão digital foi desativado para os profissionais de imprensa credenciados. O secretário de Comunicação e Imprensa da Argentina justificou que a decisão se enquadra como uma medida de segurança nacional.

Motivação por trás do bloqueio de acesso

A suspensão do uso das impressões digitais dos jornalistas na Casa Rosada ocorreu como uma ação preventiva. Segundo relatos, o motivo foi uma denúncia formalizada pela Casa Militar sobre atividades de espionagem ilegal.

Acusações contra jornalistas específicos

O presidente Milei utilizou suas redes sociais para compartilhar uma publicação de Lanari, com a sigla “NOL$ALP”, que significa “não odiamos jornalistas o suficiente”. Ele apontou que a causa do bloqueio seria a suposta espionagem praticada pelos jornalistas Luciana Geuna e Ignacio Salerno, ambos do canal de televisão.

As acusações se concentram na veiculação de imagens de diversos setores da Casa Rosada durante o programa “Y mañana qué”. O presidente argentino imputou a Geuna e Salerno crimes como corrupção, aceitação de subornos e violação das leis de segurança, alegando que os jornalistas “abusaram do sistema legal”.

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Investigações governamentais paralelas

Em paralelo às acusações contra a imprensa, o governo argentino também está investigando as ações de uma cidadã russa. Esta pessoa teria organizado, por meio de um grupo chamado “A Companhia”, uma campanha direcionada contra Milei, que ocorreu entre julho e outubro de 2024.

Um consórcio de veículos de mídia investigativa internacional conseguiu identificar mais de 250 conteúdos publicados em mais de 20 plataformas digitais argentinas. Estima-se que os responsáveis russos tenham desembolsado um valor de, no mínimo, US$ 283.100 para financiar essas publicações.

Impacto das restrições na cobertura jornalística

A restrição de acesso e o questionamento público sobre a cobertura midiática criam um cenário de tensão na relação entre o poder executivo e a imprensa profissional. As medidas de segurança, por um lado, visam proteger o núcleo governamental, mas, por outro, geram debates sobre a liberdade de informação.

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