Presidente da Argentina proíbe jornalistas na Casa Rosada após suspeita de espionagem?

Presidente da Argentina Proíbe Acesso de Jornalistas à Casa Rosada
O presidente da Argentina, filiado ao partido La Libertad Avanza, proibiu a entrada de todos os jornalistas credenciados na Casa Rosada, sede do governo, nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026. A medida foi tomada após uma investigação que apurava suspeitas de “espionagem ilegal” envolvendo dois repórteres do canal “Todo Noticias”.
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Como resultado, o sistema de identificação por impressão digital foi desativado para todos os profissionais credenciados. O secretário de Comunicação e Imprensa da Argentina classificou a decisão como uma medida necessária de segurança nacional para o país.
Justificativa Oficial e Acusações de Espionagem
A suspensão do uso das impressões digitais dos jornalistas na Casa Rosada ocorreu como uma ação preventiva. Segundo fontes, o motivo foi uma denúncia formalizada pela Casa Militar sobre práticas de espionagem ilegal no ambiente governamental.
O presidente Milei reforçou o foco na segurança nacional ao declarar que o objetivo primordial era garantir a proteção do país. Em suas redes, ele utilizou a expressão “NOL$ALP”, significando “não odiamos jornalistas o suficiente”.
Alvos das Acusações
Em uma publicação específica, o presidente apontou como causa do bloqueio a suposta espionagem realizada pelos jornalistas Luciana Geuna e Ignacio Salerno, ambos ligados a um canal de televisão. As acusações se concentraram na veiculação de imagens de diversos setores da Casa Rosada durante a cobertura do programa “Y mañana qué”.
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Segundo o presidente argentino, os jornalistas teriam incorrido em corrupção, aceitando subornos e violando rigorosamente as leis de segurança. Ele alegou que os profissionais “abusaram do sistema legal” para fins ilícitos.
Investigação Paralela de Interferência Externa
Em paralelo às acusações contra a imprensa local, o governo argentino também está investigando as ações de uma cidadã russa. Esta pessoa teria organizado, por meio de um grupo denominado “A Companhia”, uma campanha de desestabilização contra Milei que ocorreu entre julho e outubro de 2024.
Um consórcio de veículos de mídia investigativa internacional conseguiu identificar mais de 250 conteúdos publicados em mais de 20 plataformas digitais argentinas. Foi apurado que os responsáveis por essa campanha teriam desembolsado um valor mínimo de US$ 283.100 para financiar essas publicações.
Foco na Segurança Institucional
As ações recentes do governo argentino demonstram um foco intenso na segurança institucional e na contenção de possíveis ameaças externas e internas. A restrição de acesso e as investigações em curso buscam reafirmar o controle sobre a informação veiculada no centro do poder.
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