Polícia Israelense prende judeu por quipá com bandeiras de Israel e Palestina? Veja!

Polícia Israelense prende judeu por usar quipá com bandeiras de Israel e Palestina. Saiba os detalhes do confronto em Modiin!

23/04/2026 20:18

3 min

Polícia Israelense prende judeu por quipá com bandeiras de Israel e Palestina? Veja!
(Imagem de reprodução da internet).

Polícia Israelense Prende Judeu por Usar Quipá com Bandeiras de Israel e Palestina

A polícia israelense deteve um homem judeu na última segunda-feira, dia 20, após ele ser flagrado usando um quipá bordado com as bandeiras de Israel e da Palestina. Segundo o indivíduo, ele também teria cortado o véu religioso, um episódio incomum que chamou a atenção nacional.

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O Relato de Alex Sinclair

Alex Sinclair, um escritor de 53 anos e professor adjunto da Universidade Hebraica de Jerusalém, relatou à CNN os fatos. Ele contou que foi abordado em um café em sua cidade natal, Modiin, localizada a aproximadamente 35 quilômetros a sudeste de Tel Aviv.

A Detenção e o Confronto

Em poucos minutos, Sinclair foi levado a uma delegacia local, onde foi revistado e detido. Em uma publicação detalhada no Facebook, ele descreveu que estava trabalhando em seu computador quando um homem religioso se aproximou, visivelmente irritado, e gritou que seu quipá estava contra a lei.

Sinclair tentou dialogar com o homem, mas foi ignorado, levando-o a chamar a polícia. Dois policiais chegaram e informaram que o “quipá era contra a lei e que seriam forçados a confiscar o item”, conforme ele relatou. Em seguida, foi conduzido à delegacia.

A Experiência na Delegacia

Ele descreveu o procedimento de revista e detenção, afirmando ter sido colocado em uma cela sozinho, sem acesso a água ou telefone, sem entender o processo que estava ocorrendo. Após cerca de vinte minutos, os policiais o liberaram.

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Inicialmente, Sinclair não conseguiu reaver o quipá que usava há vinte anos. Somente após insistência foi que os policiais devolveram o objeto, que ele alegou ter sido danificado. Ele apontou que uma jovem policial, que estava no comando, teria cortado a bandeira palestina do acessório.

Contexto Legal e Simbólico do Caso

O caso de Sinclair pode ser um evento isolado. Historicamente, a polícia israelense já confiscou bandeiras palestinas de palestinos, acusando-os de perturbar a paz. Bandeiras palestinas são ocasionalmente vistas em manifestações judaicas ultraortodoxas, onde há divergências sobre o Estado moderno.

Restrições Legais e Autoridades

Embora a lei israelense não proíba publicamente a bandeira palestina, as autoridades podem restringir seu uso se considerarem que isso apoia um grupo terrorista ou gera risco de desordem pública. Em 2023, o ministro da segurança nacional, Itamar Ben Gvir, instruiu a remoção dessas bandeiras, o que foi considerado ilegal pela Associação para os Direitos Civis em Israel.

A polícia israelense reconheceu o ocorrido, mas não mencionou as bandeiras nem o dano alegado ao quipá. Eles informaram ter recebido um alerta sobre um homem “usando um quipá com a bandeira palestina” e que ele foi detido e liberado após um “processo de esclarecimento”.

A Defesa de Sinclair e Busca por Justiça

Em conversa com a CNN nesta quinta-feira, dia 23, Sinclair enfatizou o valor simbólico do quipá para ele. Ele o descreveu como um símbolo de “judeu orgulhoso e sionista orgulhoso que também acredita que os palestinos, assim como os judeus, são um povo com direito à autodeterminação e uma conexão histórica legítima com esta parte do mundo”.

“Ser sionista não contradiz o reconhecimento dos direitos do outro povo que também tem uma conexão legítima com este país”, afirmou. Ele expressou preocupação com o cenário político, dizendo que é difícil não reagir a ações que ele associa a regimes fascistas.

Sinclair formalizou uma queixa no Departamento de Investigações Internas da Polícia, alegando detenção ilegal e danos à sua propriedade, além de buscar indenização pelo quipá. Ele ressaltou que sua identidade judaica é fundamental, mas que seu quipá o diferencia de grupos nacionalistas de direita, acusando-os de “perversão do judaísmo”.

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