Pentágono e OTAN: Opções de Punição Contra Aliados Reveladas em E-mail Interno?

E-mail do Pentágono vaza: EUA planejam punições contra aliados da OTAN por não apoiar guerra com Irã. O que pode acontecer com a Espanha?

24/04/2026 11:43

3 min

Pentágono e OTAN: Opções de Punição Contra Aliados Reveladas em E-mail Interno?
(Imagem de reprodução da internet).

E-mail do Pentágono Detalha Opções de Punição Contra Aliados da OTAN

A agência Reuters obteve acesso exclusivo a um e-mail interno do Pentágono que descreve potenciais medidas que os Estados Unidos poderiam tomar contra aliados da OTAN. Essas ações seriam direcionadas a nações que, segundo o documento, não apoiaram as operações americanas no conflito com o Irã.

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Entre as sugestões contidas no memorando está a possibilidade de suspender a Espanha da aliança militar. O motivo apontado para tal retaliação seria a postura do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, que se manifestou contra a guerra com o Irã e o uso do espaço aéreo espanhol pelos EUA.

Revisão da Posição dos EUA sobre as Ilhas Malvinas

Além disso, um funcionário americano informou à Reuters que a lista de opções também contempla a revisão da posição dos EUA em relação às Ilhas Malvinas. Historicamente, desde 1982, os EUA costumam evitar tomar partido em disputas de soberania territorial.

O site do Departamento de Estado confirma que as ilhas são administradas pelo Reino Unido, mas reconhece a reivindicação feita pela Argentina. As opções políticas detalhadas no e-mail expressam uma clara insatisfação com a aparente hesitação de alguns parceiros em conceder aos Estados Unidos direitos de acesso, base e sobrevoo para a guerra contra o Irã.

A Base da OTAN e as Discussões Internas

O funcionário, que falou sob condição de anonimato, detalhou que o e-mail classificava a base como “apenas a base absoluta para a OTAN”. Ele acrescentou que tais opções estavam sendo debatidas em altos escalões dentro do Pentágono.

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Uma das alternativas mencionadas previa a suspensão de países considerados “difíceis” de posições importantes ou de prestígio dentro da OTAN. Essas medidas visam enviar um sinal forte aos aliados, com o objetivo de “diminuir a sensação de direito por parte dos europeus”, segundo a autoridade.

Críticas de Donald Trump e a Resposta do Pentágono

O presidente Donald Trump já havia criticado duramente aliados da OTAN por não enviarem suas marinhas para ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, que foi fechado à navegação internacional após o início dos combates aéreos em 28 de fevereiro. Em uma entrevista em 1º de abril, Trump questionou a Reuters se os EUA considerariam sua saída da OTAN.

Contudo, o funcionário esclareceu que o e-mail não sugere que os Estados Unidos se retirem da aliança, nem propõe o fechamento de bases americanas na Europa. O secretário de imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, comentou sobre o assunto, afirmando que o Departamento de Guerra garantiria que o presidente tivesse opções para assegurar que os aliados cumpram sua parte.

Implicações para o Futuro da Aliança

A guerra entre os EUA e Israel com o Irã levantou preocupações sérias sobre o futuro da OTAN, de 76 anos. Analistas apontam um receio inédito de que os EUA possam não prestar auxílio aos aliados europeus em caso de ataque.

Embora o Reino Unido e a França manifestem disposição em ajudar a manter o Estreito aberto após um cessar-fogo, as autoridades do governo Trump enfatizaram que a OTAN não pode ser unilateral. A frustração com a Espanha, por exemplo, foi destacada devido à liderança socialista que se opôs ao uso de suas bases e espaço aéreo para atacar o Irã.

As opções descritas no memorando, como a suspensão da Espanha, teriam um impacto simbólico grande, mesmo que o efeito militar direto fosse limitado. O primeiro-ministro espanhol, Sánchez, rejeitou o relatório, afirmando que as discussões devem ocorrer por meio de documentos oficiais e não de e-mails.

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