Papa Leão XIV condena Irã e EUA; atrito público com Donald Trump em 2026

Papa Leão XIV condena assassinatos no Irã e critica EUA/Israel! Saiba o que o pontífice disse após críticas de Donald Trump.

23/04/2026 20:53

4 min

Papa Leão XIV condena Irã e EUA; atrito público com Donald Trump em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Papa Leão XIV Condena Assassinatos no Irã e Critica Conflitos

O papa Leão XIV condenou veementemente, nesta quinta-feira (23), o assassinato de manifestantes no Irã. A declaração ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter criticado o líder católico na semana anterior por não se manifestar contra a guerra liderada pelos EUA e por Israel.

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Leão XIV, o primeiro papa americano, também expressou seu pesar pela perda de vidas civis no conflito e pelo insucesso das negociações de paz entre EUA e Irã. Essas declarações foram feitas a bordo de seu voo de retorno a Roma, após uma viagem que abrangeu quatro países africanos.

Posicionamento do Pontífice sobre a Violência

Durante uma coletiva de imprensa, o papa afirmou categoricamente: “Condeno todas as ações injustas. Condeno o assassinato de pessoas”, em resposta a relatos de que o Irã teria matado milhares de manifestantes.

O pontífice havia sido alvo de críticas em 12 de abril, após manifestar preocupação com a guerra envolvendo os EUA e Israel contra o Irã, além de criticar as políticas de imigração do presidente. Dois dias depois, Trump questionou publicamente sobre as mortes de manifestantes iranianos.

O Atrito Público entre Trump e o Papa Leão XIV

Donald Trump fez uma publicação extensa nas redes sociais, criticando diretamente o papa Leão XIV. Ele citou falas do pontífice sobre operações militares dos EUA, entre outros pontos.

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O líder da Igreja Católica, por sua vez, manteve sua postura, declarando que continuará protestando contra os conflitos armados. Esse desentendimento entre Leão e Trump não é inédito.

Contexto das Tensões Políticas

Em 2025, o papa já havia criticado em diversas ocasiões a forma como o governo americano trata os imigrantes. Sendo o primeiro pontífice dos Estados Unidos, ele sempre foi visto como alguém capaz de se opor a certas políticas governamentais, especialmente no âmbito migratório.

Na noite de domingo (12), Donald Trump iniciou seu texto afirmando que o pontífice “é fraco no combate ao crime e péssimo em política externa”. Ele também mencionou a pandemia de Covid-19, alegando que a Igreja Católica teria impedido cultos, mesmo em ambientes abertos, sem apresentar provas.

Acusações e Respostas Mútuas

Trump ainda fez menções a Louis, irmão de Leão XIV, sugerindo que ele apoiaria a administração. Em outro trecho, o presidente afirmou não querer um papa que considere normal o Irã possuir armas nucleares. O líder católico já havia pedido paz e o fim da violência no Irã.

As alegações americanas sobre a busca nuclear iraniana são negadas pelas autoridades iranianas. Além disso, Trump criticou o papa por não querer que os EUA atacassem a Venezuela, renovando acusações sobre envio de prisioneiros do país latino-americano para os EUA.

A Resposta do Papa e o Apoio do Vaticano

Após as críticas de Donald Trump, o papa comunicou à agência Reuters que não desejava entrar em debate com o líder americano. Ele enfatizou que a mensagem do Evangelho não deve ser distorcida por terceiros.

“Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”, declarou o pontífice.

Mais tarde, em um discurso na Argélia, ele pediu aos líderes locais que construíssem uma sociedade baseada na justiça e solidariedade, algo que ele considerou mais urgente devido às violações do direito internacional e tendências neocoloniais.

Repercussão das Críticas de Trump no Vaticano

As críticas de Trump também geraram comentários dentro do Vaticano. Antonio Spadaro, subsecretário do Dicastério para a Cultura e a Educação, comentou que Trump não debate com Leão, mas sim implora que o papa adote uma linguagem que ele possa controlar.

Spadaro ressaltou que o papa fala uma linguagem diferente, uma que se recusa a ser limitada pela gramática da força, da segurança ou do interesse nacional, mantendo o foco na mensagem universal.

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