Oceano: Descarbonização e Renda Bilionária Reveladas em Novo Estudo

Oceano: a nova fronteira para a descarbonização! 🌊 Um estudo revela que a economia azul pode triplicar até 2050, impulsionando o desenvolvimento econômico

02/06/2026 16:30

3 min

Oceano: Descarbonização e Renda Bilionária Reveladas em Novo Estudo
(Imagem de reprodução da internet).

Oceano: Uma Nova Fronteira para a Descarbonização e o Desenvolvimento Econômico

Quando falamos sobre combater a crise climática, frequentemente associamos a solução à Amazônia, considerando-a o “pulmão do mundo” e seu estoque de carbono. No entanto, um novo estudo do Instituto Clima e Sociedade (iCS) revela um potencial inexplorado: o oceano.

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A pesquisa, divulgada nesta terça-feira, 19, aponta que a economia azul, que movimenta cerca de US$ 2,6 trilhões globalmente, pode dobrar até 2050, atingindo US$ 5,5 trilhões.

Maria Netto, diretora executiva do iCS, enfatiza que os oceanos são mais importantes que as florestas para a descarbonização. O estudo visa impulsionar a implementação das ações em direção à conferência da Década do Oceano da ONU, que ocorrerá em 2027, no Rio de Janeiro.

O Brasil, com sua extensa costa de mais de 7 mil quilômetros e forte dependência da infraestrutura marítima, se destaca como um país com grande potencial para transformar essa agenda em estratégia de desenvolvimento.

Desafios e Oportunidades para o Brasil

Apesar do potencial, o país ainda enfrenta desafios para converter seu potencial marítimo em investimentos, infraestrutura e políticas econômicas eficazes. A chave para o sucesso, segundo especialistas, é abandonar a visão tradicional do oceano como apenas um espaço de conservação ambiental e reconhecê-lo como uma infraestrutura econômica crítica.

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A “Amazônia Azul”, a área oceânica sob jurisdição nacional, abrange cerca de 5,7 milhões de km², equivalente a dois terços do território continental do Brasil. Com uma população que concentra cerca de 18% da população brasileira e abriga 16 regiões metropolitanas, o litoral oferece oportunidades significativas para o desenvolvimento econômico e a adaptação climática.

O Oceano como Regulador Climático

O estudo ressalta que os oceanos absorvem mais de 90% do excesso de calor causado pelo aquecimento global e entre 25% e 30% das emissões antropogênicas de CO₂. Além de regular o clima global, o oceano sustenta cadeias econômicas inteiras, desde a pesca até o turismo, passando pelo transporte marítimo, energia, infraestrutura costeira e segurança alimentar.

Maria Netto destaca a importância de reconhecer que as pessoas dependem muito do peixe e dos animais marinhos.

Economia Azul: Um Novo Paradigma

O conceito de economia azul engloba todas as atividades ligadas ao oceano e à zona costeira, incluindo energia offshore, transporte marítimo, pesca e aquicultura, turismo, biotecnologia marinha, carbono azul, infraestrutura portuária, restauração de manguezais e combustíveis sustentáveis para navegação.

A pressão global para descarbonizar o transporte marítimo abre espaço para o Brasil ganhar protagonismo nesse setor, fornecendo combustíveis alternativos para a navegação.

Riscos Climáticos e a Necessidade de Ação

A mudança climática já representa um risco econômico crescente para a economia azul. Cidades costeiras são mais vulneráveis a eventos extremos, aumento do nível do mar e mudanças na temperatura oceânica, que afetam cadeias produtivas ligadas ao mar.

O relatório aponta que o custo de infraestrutura costeira é alto e que eventos climáticos severos, como chuvas extremas e inundações, já afetam portos brasileiros.

A falta de sistemas integrados de dados oceânicos, dificuldades de monitoramento e baixa articulação entre políticas públicas, investidores e o setor produtivo representam desafios adicionais. O estudo enfatiza a necessidade de uma abordagem sistêmica para lidar com a crise climática e aproveitar o potencial da economia azul.

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