OAB-PA critica falas de Eva do Amaral Coelho sobre “escravidão” e Justiça

OAB-PA se Manifesta Após Declarações de Desembargadora do TJ-PA
A Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA) emitiu um comunicado na última quinta-feira, dia 23 de abril de 2026, referente a falas da desembargadora Eva do Amaral Coelho. A magistrada fez declarações durante uma sessão da 3ª Turma de Direito Penal do TJ-PA, em 9 de abril.
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Durante o evento, Eva do Amaral Coelho fez comparações polêmicas, afirmando que a situação poderia levar a um cenário de “escravidão” para alguns funcionários. A nota da OAB-PA reconheceu a trajetória da desembargadora, que possui 73 anos e atua no cargo desde 2020.
Preocupações com o Debate Público e Social
Apesar de respeitar a carreira de Eva do Amaral Coelho, a OAB-PA solicitou que qualquer discussão sobre a valorização da magistratura seja conduzida com grande responsabilidade. É crucial que haja equilíbrio e atenção ao impacto social das declarações feitas em público.
O comunicado enfatizou que usar comparações que desvalorizam temas sensíveis, como o combate ao trabalho análogo à escravidão, ignora uma realidade séria. Essa questão afeta milhares de pessoas em condições degradantes, exigindo um tratamento muito cuidadoso.
A Necessidade de Responsabilidade nas Falas
A Seccional considerou que a manifestação da desembargadora precisava de mais cautela, dada a importância dela e o peso do debate público. A OAB-PA alertou que tais falas podem criar um distanciamento entre a Justiça e a sociedade.
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A instituição reforçou que, embora o debate sobre a valorização da carreira seja legítimo, ele deve ser pautado pela consciência do cenário econômico e social do país. É fundamental manter a sensibilidade em relação à realidade da maioria da população brasileira.
Detalhes Financeiros e Acompanhamento
Em paralelo, dados do TJ-PA apontaram que os maiores valores na folha de pagamento de Eva do Amaral Coelho estão ligados ao pagamento de verbas adicionais. O maior recebimento registrado pela magistrada ocorreu em dezembro de 2023.
Nesse período, o valor líquido foi de R$ 538.491,27, com um salário bruto totalizando R$ 653.149,74. Desse montante, R$ 37.589,95 representaram o salário-base, enquanto outros valores cobriram direitos pessoais e indenizações.
O Poder360 solicitou esclarecimentos ao TJ-PA sobre o detalhamento desses adicionais pagos à desembargadora, e o jornal também tentou contato com a magistrada para mais informações.
Conclusão sobre o Debate Institucional
A OAB-PA reafirmou seu compromisso com as instituições de Justiça. O tema da valorização da magistratura é reconhecido como necessário, mas o debate deve sempre ponderar o impacto social das declarações públicas, evitando qualquer afastamento entre o Judiciário e a sociedade civil.
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