Noruega quer proibir redes sociais para menores de 16 anos: o que muda?

Noruega Planeja Proibir Redes Sociais para Menores de 16 Anos
A Noruega anunciou nesta sexta-feira, dia 24, que apresentará ao parlamento um projeto de lei até o fim do ano. Esta legislação visa proibir o acesso de crianças com menos de 16 anos a redes sociais, responsabilizando as próprias empresas de tecnologia pela verificação rigorosa de idade.
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Preocupação com o Impacto Digital na Infância
Diversos setores buscam restringir o uso dessas plataformas por jovens, especialmente após a Austrália implementar uma proibição inédita para menores de 16 anos no ano passado. O primeiro-ministro Jonas Gahr Stoere declarou que o objetivo é garantir uma infância normal.
Defesa de um Desenvolvimento Infantil Livre de Pressões Digitais
“Estamos apresentando esta legislação porque queremos uma infância em que as crianças possam ser crianças”, afirmou Stoere em um comunicado. Ele enfatizou que as brincadeiras, as amizades e a rotina diária não devem ser dominadas pelo ambiente virtual, classificando a medida como crucial para proteger a vida digital dos jovens.
Comparativo com a Medida Australiana
O governo norueguês não detalhou quais aplicativos específicos serão o foco da fiscalização. A proibição australiana, por outro lado, é abrangente, atingindo plataformas como Instagram e Facebook (Meta), além de TikTok, Snapchat, YouTube do Google e X (anteriormente Twitter).
Detalhes da Restrição na Austrália
A medida australiana, que vale para todos os residentes desde 10 de dezembro de 2025, impede que menores de 16 anos criem novas contas ou mantenham as existentes em redes sociais. Contudo, o governo australiano manteve a permissão de uso para ferramentas como WhatsApp, YouTube Kids e Google Classroom, pois estas não se enquadram nos requisitos da nova regra.
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Cronograma e Contexto da Legislação
O governo trabalhista minoritário norueguês confirmou que apresentará seu projeto ao parlamento até o final de 2026. A iniciativa segue um movimento global de preocupação, como evidenciado por dados da CNN, que apontaram que 96% das crianças entre 10 e 15 anos utilizam redes sociais, e sete em cada dez já tiveram contato com conteúdos sensíveis.
Conclusão sobre a Proteção Juvenil
A tendência regulatória aponta para um maior controle sobre o tempo e o conteúdo consumido por crianças e adolescentes nas plataformas digitais. Essas ações refletem um esforço legislativo para equilibrar o acesso à tecnologia com o direito fundamental ao desenvolvimento saudável.
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