Messias bloqueado no STF: Senado impede novo voto e Lula tenta aposta arriscada

Rejeição de Messias ao STF causa impasse! Senado não analisa nome do advogado-geral para o Supremo. Crise na indicação de Jorge Messias!

19/05/2026 01:15

2 min

Messias bloqueado no STF: Senado impede novo voto e Lula tenta aposta arriscada
(Imagem de reprodução da internet).

Rejeição de Messias ao STF Impede Novo Voto no Senado

O Senado Federal não poderá mais analisar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão é formalizada por normas internas que impedem a retomada de um nome rejeitado durante a mesma sessão legislativa, que corresponde ao período de trabalho do Congresso Nacional.

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Essa restrição é estabelecida pelo Ato da Mesa nº 1, de 2010, um documento que detalha os procedimentos para a escolha de autoridades pelos senadores.

O artigo 5º do Ato da Mesa nº 1, de 2010, é o principal responsável por essa impossibilidade. Ele proíbe a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicações de autoridades que foram rejeitadas pelo Senado Federal. Além disso, o artigo 4º do mesmo ato define que os resultados dessas votações possuem um caráter terminativo e irrecorrível, encerrando o processo de avaliação.

A rejeição do nome de Jorge Messias ocorreu em abril deste ano, com 42 votos contrários e 34 votos favoráveis. Esse resultado marca um marco histórico, sendo a primeira vez desde 1894 que a Câmara Alta do Congresso não aprovou um indicado ao STF.

A Corte está com uma vaga aberta devido à aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem expressado o desejo de reenviar a indicação de Messias ao Senado antes das eleições de outubro. O governo, após o advogado-geral receber aplausos na Justiça Eleitoral Superior (TSE), interpretou esse gesto como um sinal de respeito e reconhecimento ao trabalho de Messias.

No entanto, o advogado-geral da União demonstra cautela em relação à nova indicação.

Segundo relatos de interlocutores, o ministro condiciona a aceitação de uma nova indicação à existência de garantias de aprovação, buscando evitar uma segunda recusa pelo Legislativo. A situação demonstra a complexidade do processo de escolha de ministros ao STF e a importância das relações políticas entre os poderes.

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