Lula e Trump Sinalizam Investimentos em Minerais Críticos com Nova Lei Brasileira

Brasil Busca Atrair Investimentos em Minerais Críticos com Projeto de Lei
O deputado federal Pedro Jardim (Cidadania-SP), relator do projeto de lei sobre minerais críticos, declarou nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, ao canal Poder360 que a reunião entre o presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), sinalizou o interesse do Brasil em receber investimentos e tecnologia de qualquer país.
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A declaração ocorreu após um encontro de aproximadamente três horas entre os dois chefes de Estado, que abordou a exploração de minerais críticos como um dos temas centrais. O encontro aconteceu um dia após a aprovação, na Câmara dos Deputados, do projeto que institui a Política Nacional dos Minerais Críticos.
O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desse tipo de matéria-prima, despertando o interesse dos Estados Unidos e da China.
Jardim enfatizou que o projeto visa consolidar a soberania nacional e fortalecer a estratégia de diversificação de parcerias, permitindo a atração de investimentos de qualquer origem, desde que a produção e a agregação de valor aos minerais ocorram no país. “Não propomos nenhuma exclusividade”, afirmou.
O principal objetivo do projeto é impulsionar a exploração de minerais críticos e a produção em território nacional. Para isso, o texto prevê a criação de um fundo garantidor de até R$ 5 bilhões, com o objetivo de reduzir riscos de crédito e viabilizar investimentos no setor.
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Os incentivos estarão disponíveis entre 2030 e 2034, com um limite anual de R$ 1 bilhão em benefícios.
O presidente Lula expressou que o Brasil conhece cerca de 30% de seu território e busca abrir o setor a investimentos dos Estados Unidos, da China e da Europa. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), relatou que a equipe do ministério saiu da reunião “extremamente otimista” em relação à possibilidade de aportes norte-americanos no setor mineral.
Jardim ressaltou que o parecer foi elaborado em diálogo com o governo e não estabelece exclusividade nem na origem dos investimentos nem no destino das exportações. “Não há escolha de parceiros. Nós vamos vender para todos e receber investimentos de todos”, declarou.
O deputado concluiu que, anteriormente, havia nos Estados Unidos a percepção de que o Brasil seria “hostil” ao capital norte-americano e alinhado à China, mas que o projeto não estabelece essa preferência.
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