Júri Popular Decide o Destino de Réu em Trágico Caso de Feminicídio!

Réu de Caso de Feminicídio será julgado por Júri Popular
O homem acusado de atropelar e arrastar Tainara Souza Santos, de 31 anos, em São Paulo, será julgado por um júri popular. A decisão judicial foi anunciada na segunda-feira, 25, após uma audiência de instrução. A defesa do réu já anunciou que recorrerá da decisão.
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Circunstâncias Trágicas e Denúncia
O ocorrido aconteceu na véspera de Natal, no final de novembro, quando Tainara foi atropelada e arrastada por aproximadamente um quilômetro na Marginal Tietê. Após sofrer as pernas amputadas e passar semanas internada, a vítima não resistiu aos ferimentos.
Douglas Alves da Silva, de 26 anos, foi preso no dia seguinte ao crime e se tornou réu após a denúncia do Ministério Público, que o acusou de feminicídio e tentativa de homicídio.
A Promotoria e a família da vítima acreditam que o crime foi motivado por ciúmes, considerando que Douglas e Tainara haviam tido um relacionamento no passado. A defesa do réu, por outro lado, argumenta que Douglas confessa o atropelamento, mas nega qualquer envolvimento romântico com a vítima.
Contestações e Evidências
O advogado Marcos Leal, representante de Douglas Alves da Silva, afirmou que “não houve nenhuma comprovação do relacionamento. Nenhuma”. A juíza, então, determinou que o caso seja julgado por um júri popular.
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O Início da Tragédia
O crime teve início após uma discussão em um bar na Avenida Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira, na Vila Maria, zona norte de São Paulo. Testemunhas relataram que Douglas iniciou uma briga com um homem que acompanhava Tainara, motivada por ciúmes.
Imagens de câmeras de segurança mostram a discussão entre os dois na rua, logo após deixarem o bar.
Momentos depois, Douglas entrou em um carro preto, acelerou e atropelou Tainara, que ficou presa sob o veículo. O homem que a acompanhava conseguiu escapar. Em seguida, Douglas continuou dirigindo enquanto a vítima era arrastada pela Marginal Tietê, conforme vídeos obtidos pelo jornal.
Consequências e Sepultamento
Tainara foi socorrida por testemunhas e levada ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, em estado grave. A jovem, mãe de duas crianças, precisou amputar as duas pernas devido às lesões. Douglas foi preso um dia após o crime em um hotel na zona leste de São Paulo, após reagir à abordagem policial e sofrer um tiro no braço.
As investigações indicam que ele planejava fugir para o Ceará, onde vivem seus pais.
Tainara não resistiu aos ferimentos e faleceu em 24 de dezembro, no Hospital das Clínicas (HC). Seu corpo foi enterrado no Cemitério da Vila Alpina, zona leste de São Paulo, no dia 26, onde familiares e amigos protestaram por justiça.
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