Irã quer acelerar Bushehr com apoio russo; o que Donald Trump exige?

Irã Busca Acelerar Construção de Unidades Nucleares em Bushehr com Apoio Russo
O embaixador iraniano em Moscou, Kazem Jalali, declarou que o Irã deseja acelerar a construção de novas unidades na usina nuclear de Bushehr. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026, pela agência semioficial iraniana.
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O complexo nuclear passou por um ataque em junho de 2025, um evento que, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), poderia ter desencadeado uma catástrofe nuclear. Jalali concedeu entrevistas à estatal russa RIA Novosti, onde reforçou o desejo de Teerã por um avanço mais rápido nas obras.
Cooperação Técnica com a Rússia
Os dois países mantêm contato constante para garantir a continuidade do projeto de expansão da usina de Bushehr, que é o principal complexo nuclear em operação no Irã. Jalali enfatizou a necessidade de colaboração técnica com a estatal russa Rosatom.
“Estamos em contato permanente e esperamos que sejam criadas condições para que os funcionários da Rosatom possam executar seu trabalho”, afirmou o embaixador. A expansão das unidades da usina depende diretamente dessa cooperação.
Contexto Político e Tensões Regionais
As declarações surgem em um momento de trégua que já se estende por duas semanas. O presidente dos EUA, Donald Trump, havia estabelecido o abandono do programa nuclear iraniano como uma das principais exigências para o fim de um conflito.
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O embaixador iraniano também tocou no tema da cobrança de tarifas para embarcações que transitam pela região. Jalali mencionou que nações aliadas, como a Rússia, poderiam receber isenções. O Ministério das Relações Exteriores iraniano já trabalha para assegurar essas exceções a países considerados “amigos” por Teerã.
Histórico de Ataques e Preocupações Internacionais
O governo iraniano acusou Israel e Estados Unidos de realizarem bombardeios em áreas próximas à usina nuclear no início de abril. Autoridades iranianas relataram que esta foi a quarta vez, desde o início da guerra, que a área ao redor da usina foi atingida por explosivos, resultando em um óbito.
Em junho de 2025, a usina de Bushehr sofreu um ataque direto. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, alertou o Conselho de Segurança da ONU sobre o potencial de catástrofe nuclear. Embora não tenham sido detectadas emissões de radiação após os bombardeios de Israel, o diretor expressou grande preocupação com o incidente.
A Posição da AIEA sobre Segurança Nuclear
Rafael Grossi reforçou que instalações nucleares jamais devem ser alvo de ataques e defendeu a restrição de atividades militares nas proximidades. A Rússia, que oferece apoio operacional ao complexo, já havia determinado a retirada de quase 200 trabalhadores após os incidentes.
O governo iraniano responsabiliza os países por esses ataques. A comunidade internacional, representada pela AIEA, manifestou preocupação com a segurança das instalações nucleares em meio às tensões geopolíticas.
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