Gilmar Mendes critica indiciamento de ministros do STF: “Cortina de fumaça” no X

Gilmar Mendes critica pedido de indiciamento de ministros do STF, chamando-o de “cortina de fumaça”. Saiba o que o ministro disse sobre o rito legal!

14/04/2026 13:52

3 min

Gilmar Mendes critica indiciamento de ministros do STF: “Cortina de fumaça” no X
(Imagem de reprodução da internet).

Gilmar Mendes critica pedido de indiciamento de ministros do STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou críticas nesta terça-feira, dia 14, a um pedido de indiciamento de membros da Corte, incluindo o próprio ministro e o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Em uma publicação feita na plataforma X, o magistrado classificou a iniciativa como uma mera “cortina de fumaça“.

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Mendes argumentou que o indiciamento é um ato exclusivo de delegado de polícia e que não se aplica a crimes de responsabilidade. Ele esclareceu que o rito para tais casos deve ser conduzido pela Mesa do Senado, pela Comissão Especial e pelo Plenário da Casa, sem previsão de atuação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs).

Análise das alegações sobre a CPI do Crime Organizado

O ministro ainda afirmou que o relatório em questão configura uma tentativa de criminalizar decisões judiciais. Ele apontou que a CPI, instalada após uma operação policial no Rio de Janeiro (RJ), não conseguiu sequer quebrar sigilos de milicianos ou líderes de facções criminosas.

Pontos levantados pelo magistrado

Gilmar Mendes criticou o relatório, escrevendo que é “no mínimo perturbador que o relator, enquanto integrante de carreira policial, tenha fechado olhos para seus colegas que cruzaram para o lado sombrio das milícias”.

Para ele, o documento final representa uma “verdadeira cortina de fumaça”, desviando o foco do combate ao crime organizado para um ataque direcionado ao STF, com claros objetivos eleitorais.

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O papel das CPIs e o risco de abuso de autoridade

Embora defenda que as CPIs são instrumentos legítimos de controle do poder, Mendes alertou que seu uso com caráter “panfletário ou de constrangimento institucional” prejudica sua credibilidade e pode configurar abuso de autoridade.

O pedido do relator da CPI do Crime Organizado, que visa indiciar Ministros do STF sem amparo legal, força uma reflexão sobre os limites e os poderes dessas comissões.

Contexto do Relatório Apresentado pelo Senador Alessandro Vieira

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou nesta terça-feira (14) o relatório final da CPI do Crime Organizado. O documento sugere o indiciamento por crimes de responsabilidade de ministros do STF, como Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet.

Com mais de 200 páginas, o relatório também detalha o avanço de facções e a expansão do crime organizado, propondo medidas para reforçar a segurança pública. O texto estava programado para votação naquela tarde.

Investigações e Acusações Específicas

O relatório aponta que, no caso de Toffoli, há decisões sob suspeição por possíveis laços indiretos com investigados, indicando conflito de interesses. Já Moraes é apontado por atuar em processos onde poderia haver impedimento, devido a relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa com empresa investigada.

Em relação a Gilmar Mendes, o texto menciona conduta incompatível com o decoro, citando a anulação de medidas e a determinação de inutilização de dados considerados relevantes, o que teria prejudicado investigações. Sobre Paulo Gonet, a CPI aponta omissão diante de indícios contra autoridades, sugerindo falha no cumprimento de suas funções.

A CPI foi encerrada após não ser prorrogada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No último dia de atividades, aguardava-se o depoimento do ex-governador do Rio, Cláudio Castro, que comunicou na segunda-feira (13) que não compareceria por motivos de saúde.

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