Ex-prefeito acusa governo do Rio de “máfia” após renúncia de Cláudio Castro!

Ex-prefeito do Rio acusa governo de “máfia” após renúncia de Cláudio Castro
O ex-prefeito do Rio de Janeiro, filiado ao PSD, fez uma declaração contundente nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026. Ele acusou o governo, liderado pelo PL, que renunciou ao Palácio da Guanabara em 23 de março de 2026, de ser uma estrutura de “máfia mesmo”.
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A fala ocorreu em resposta direta ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), também do PL. Segundo o ex-prefeito, Paes, o governo teria provocado uma grave crise institucional no estado ao acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de barrar seu pleito para o Executivo fluminense.
Origem da Crise Política no Rio de Janeiro
Mais cedo, nesta mesma sexta-feira (24 de abril), o PSD protocolou no STF um pedido solicitando que a Corte negasse o pleito de Douglas Ruas para assumir imediatamente o cargo de governador interino. O ministro do STF já havia determinado que o presidente do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) permanecesse provisoriamente à frente do Executivo fluminense.
Em seu perfil no X, Paes rebateu as alegações de Ruas. O ex-prefeito responsabilizou o grupo político do presidente da ALERJ pela atual “confusão institucional” no Rio de Janeiro. Ele apontou que as raízes do problema remontam a articulações políticas ocorridas em 2025.
Articulações e Sucessão de Poder
De acordo com Paes, a crise teve início quando Cláudio Castro e a União Brasil, então presidente da ALERJ, articularam a saída de Castro do cargo de vice-governador. A estratégia, segundo ele, visava que Castro renunciasse, permitindo que Rodrigo Bacellar, que foi posteriormente cassado em março de 2026, assumisse o governo interinamente, seguindo a ordem sucessória.
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“A crise político-institucional que vivemos no Rio é responsabilidade da cúpula da turma que governa o Estado do Rio desde 2019”, escreveu Paes, reforçando sua crítica ao grupo no poder.
Acusações de Má Gestão e Desvio de Verbas
Paes também imputou à gestão anterior a permissão para a expansão dos territórios controlados pelo crime organizado. Além disso, o ex-prefeito alegou que recursos de aposentadoria de funcionários do Banco Master foram usados para financiar a compra de votos, práticas que, segundo ele, prejudicaram o estado, colocando-o em uma posição baixa no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.
O ex-prefeito ainda declarou que, no final do mandato, o governo de Castro tentou desviar verbas do Fundo Soberano estadual. “Parece roteiro de filme de máfia e é máfia mesmo”, afirmou Paes, em tom de acusação.
O Cenário Político Atual
O caso se desenrolou após Cláudio Castro renunciar em 23 de março, um dia antes do TSE concluir o julgamento que o tornou inelegível por oito anos devido a abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Com a vacância da vice-governadoria, a disputa sobre a sucessão no Rio se intensificou.
O ministro do Supremo, Luiz Fux, atuou no controle da lei estadual que regulava a eleição indireta. Posteriormente, o ministro Cristiano Zanin suspendeu o pleito indireto, mantendo Ricardo Couto, presidente do TJRJ, no comando interino até decisão final da Corte.
Agora, a ALERJ tenta usar a eleição de Douglas Ruas para a presidência da Casa como um novo fator para levar o governo interino de volta ao Legislativo.
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