EUA Declaram PCC e Comando Vermelho Terroristas: Medidas Urgentes em Defesa

EUA Classificam PCC e Comando Vermelho como Organizações Terroristas
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, que irá classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações “terroristas”. As duas facções receberão as designações de “organizações terroristas globais especialmente designadas” e “organizações terroristas estrangeiras”.
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A medida entrará em vigor em 5 de junho.
O documento completo, em formato PDF (288 kB), detalha as justificativas para a classificação. A decisão pode levar a um aumento da atuação de órgãos de inteligência americanos e ao fortalecimento de mecanismos de combate financeiro e diplomático.
Possíveis Ações dos EUA
Autoridades americanas poderiam bloquear contas e ativos, restringir movimentações financeiras, impedir o acesso do PCC e do CV ao sistema bancário americano, além de aplicar sanções internacionais contra indivíduos e empresas que mantenham relações comerciais com esses grupos.
Para isso, o governo dos EUA poderia utilizar principalmente a Lei RICO (Lei das Organizações Corruptas e Influenciadas por Crimes) e a Kingpin Act.
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Legislação Americana em Destaque
A Lei RICO, criada nos Estados Unidos para combater organizações criminosas, permite processar grupos envolvidos em crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico. A Kingpin Act, por sua vez, é voltada ao combate ao narcotráfico internacional e autoriza o governo americano a bloquear bens e contas, restringir transações financeiras e aplicar sanções contra pessoas e empresas ligadas ao tráfico.
Análise de Especialistas
Especialistas consideram improvável uma escalada militar ou retaliações mais duras por parte dos Estados Unidos contra o Brasil. Segundo Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais, a forte integração econômica entre os dois países dificulta medidas agressivas.
Trevisan ressalta que Brasil e Estados Unidos possuem forte integração comercial e produtiva, envolvendo centenas de empresas que atuam nos dois países.
Divergências e Preocupações
O governo brasileiro manifesta divergência jurídica com Washington em relação à classificação do PCC e do Comando Vermelho como terroristas. A avaliação é que as facções, ao atuarem por motivação econômica e controle territorial, e não ideológica, não se enquadram na definição de terrorismo prevista na legislação brasileira.
O principal temor é que a classificação adotada pelos EUA possa expor instituições financeiras brasileiras a penalidades automáticas e ampliar o risco de interpretações jurídicas mais abrangentes no sistema financeiro internacional.
Cooperação Militar e Propostas
O governo brasileiro já havia manifestado oposição ao enquadramento das facções como terroristas, sob o argumento de que isso distorce o conceito jurídico adotado no país. O tema não foi tratado na última reunião entre os dois governos. O presidente Lula propôs a criação de um grupo de trabalho multilateral para o combate ao crime organizado na América do Sul e na América Latina.
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