Especialista revela: Pressão de Trump força Líbano a negociar com Israel?

Especialista aponta que Líbano é forçado a negociar com Israel. Saiba o que Trump pressiona e o que Netanyahu prometeu!

23/04/2026 23:49

2 min

Especialista revela: Pressão de Trump força Líbano a negociar com Israel?
(Imagem de reprodução da internet).

Pressão Externa Força Líbano a Negociar com Israel, Diz Especialista

O governo do Líbano estaria sendo forçado e coagido a negociar diretamente com Israel, segundo informações de Hussein Kalout, professor de Relações Internacionais da USP e pesquisador de Harvard. Em entrevista ao WW, Kalout detalhou que Donald Trump estaria pressionando o país a sentar à mesa de negociações em Washington.

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O especialista argumentou que o objetivo dessa pressão seria oferecer uma saída política para Benjamin Netanyahu, cujas promessas não se concretizaram para a sociedade israelense. Kalout apontou que Netanyahu havia prometido que o conflito com o Irã resultaria na queda do regime iraniano e na paz.

Fracasso das Promessas e Impacto Econômico

Contudo, o resultado foi diferente do esperado. “O povo israelense foi enganado, porque a guerra durou 40 dias. 40 dias em que os israelenses ficaram nos bunkers com uma chuva de mísseis sobre o país”, afirmou o professor.

Além do aspecto político, Kalout ressaltou o prejuízo econômico significativo para Israel, que teria perdido “centenas de bilhões de dólares” devido à paralisação de sua economia.

Divergências Internas e a Questão da Desocupação

O especialista esclareceu que tanto o governo quanto a oposição libanesa concordam com a necessidade de Israel desocupar o sul do Líbano. A divergência reside no formato ideal para essas negociações.

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Segundo Kalout, a oposição não aceita negociações diretas, pois entende que isso seria prejudicial. Em contraste, o governo, sob pressão de Washington, estaria negociando diretamente com Israel.

A Falsa Narrativa de Aliança

Kalout contestou veementemente a ideia de que Líbano e Israel seriam aliados contra um inimigo comum, classificando isso como uma “grande mentira”. Ele listou ações que, segundo ele, demonstram o contrário.

Ele citou a ocupação do Líbano por Israel, os ataques a cidadãos e jornalistas libaneses, a destruição de vilarejos e de sítios arqueológicos e religiosos, incluindo estátuas de Jesus Cristo no Líbano. Por isso, ele concluiu que “não há nada que una o governo libanês ao [Israel]”.

Perspectivas para o Futuro do Líbano

As declarações de Hussein Kalout pintam um cenário de intensa pressão geopolítica sobre o Líbano. A necessidade de negociações diretas, impulsionada por potências externas, contrasta com as visões internas de oposição.

O debate sobre a desocupação do sul do Líbano permanece central, evidenciando profundas divisões políticas e um desgaste econômico evidente na região.

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