Empresário e Superintendente Indiciados em Escândalo de Fraudes no Dnit do Amapá

Empresário indiciado em esquema de fraudes no Dnit do Amapá! Breno Chaves Pinto, suplente do União Brasil, é acusado de desvio de milhões. Investigações da PF

28/05/2026 05:40

2 min

Empresário e Superintendente Indiciados em Escândalo de Fraudes no Dnit do Amapá
(Imagem de reprodução da internet).

Empresário Indiciado por Suspeitas de Fraudes em Licitações do Dnit no Amapá

A Polícia Federal concluiu investigações que levaram à indicação do empresário Breno Chaves Pinto, suplente do União Brasil no Amapá, por suspeita de fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na região.

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A investigação aponta para um esquema que envolveu direcionamento de contratos públicos e movimentações financeiras suspeitas.

Segundo a PF, Breno Chaves Pinto estava envolvido em um núcleo responsável por influenciar a contratação de empresas e realizar saques em dinheiro que ultrapassaram R$ 3 milhões. Há indícios de que ele exerceu influência sobre a Superintendência Regional do Dnit no Amapá, utilizando sua posição de suplente de senador para participar de negociações e liberar recursos orçamentários.

A corporação também identificou um episódio em que Breno foi visto saindo de uma agência bancária após sacar R$ 350 mil, com o veículo utilizado sendo ligado a familiares de Davi Alcolumbre, presidente do Senado.

Além de Breno Chaves Pinto, o superintendente regional do Dnit no Amapá, Marcello Linhares, também foi indiciado. A PF baseou-se em mensagens interceptadas entre Linhares e Breno, nas quais discutiam contratos, obras e pedidos de liberação de recursos.

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Em uma das conversas, Linhares solicitava a Breno que pressionasse o governo, incluindo Alcolumbre, para liberar empenhos.

As investigações foram iniciadas após denúncias de favorecimento em quatro licitações do Dnit relacionadas à BR-156, principal rodovia do Amapá. Auditorias revelaram lentidão nas obras, possível superfaturamento e movimentações financeiras suspeitas.

A PF acredita que os saques em espécie, realizados após pagamentos de contratos, podem indicar lavagem de dinheiro. Alcolumbre, por meio de nota oficial, negou qualquer envolvimento com a atuação empresarial de seu suplente e afirmou não interferir em decisões administrativas do Dnit.

A defesa de Breno Chaves Pinto negou as acusações, afirmando que o processo tramita sob segredo de Justiça. A assessoria do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reforçou que o senador não tem relação com a atuação do empresário e que suas responsabilidades se limitam aos seus próprios atos, sem indícios de participação nas supostas irregularidades.

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