Emendas Bolsonaro em Filme de Bolsonaro: Escândalo Revela Valores e Questionamentos

Emendas suspeitas para filme de Bolsonaro chocam! Investigações revelam repasses de R$700 mil e esquema envolvendo políticos e Go Up. Quem está por trás?

19/05/2026 03:30

3 min

Emendas Bolsonaro em Filme de Bolsonaro: Escândalo Revela Valores e Questionamentos
(Imagem de reprodução da internet).

Emendas Estaduais em Filme Sobre Bolsonaro Levantam Questionamentos

Um levantamento da Folha de S. Paulo, confirmado pela Jovem Pan, revelou um fluxo significativo de emendas parlamentares destinadas à Go Up, produtora do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O esquema envolveu repasses de aproximadamente R$ 700 mil entre 2023 e 2026, com negociações complexas e o envolvimento de diversos deputados estaduais de São Paulo.

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Negociações e Valores Elevados

As investigações apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria se comprometido a fornecer R$ 134 milhões para a produção do filme. Essa quantia foi fruto de negociações com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que buscava financiar a produção da obra.

A Go Up, liderada pela sócia-administradora Karina Gama, que também controla outras empresas de cultura com recursos públicos, tornou-se o principal beneficiário dessas emendas.

Emendas e Justificativas Questionáveis

A deputada Valéria Bolsonaro (PL), ex-secretária de Tarcísio de Freitas, destinou R$ 100 mil em 2023 para o Instituto Conhecer Brasil, sob a justificativa de compra de equipamentos, um valor que foi efetivamente pago em dezembro do mesmo ano. O deputado Lucas Bove (PL) tentou destinar R$ 213 mil em 2025 para um projeto esportivo, mas o valor não foi aprovado devido a irregularidades na documentação do proponente.

O deputado Luiz Fernando (PT) também destinou R$ 190 mil à mesma entidade, mas o pagamento ainda não foi realizado, com a justificativa de projetos culturais.

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Defesas e Explicações

A assessoria do deputado Luiz Fernando justificou que a emenda “será utilizada única e exclusivamente para um projeto de aulas de teatro em São Bernardo do Campo, por solicitação de um grupo de teatro da cidade”. O deputado Gil Diniz (PL), ex-assessor de Eduardo Bolsonaro, também defendeu o uso da verba, mencionando o apoio a projetos culturais com aulas, aquisição de equipamentos e fomento à prática.

A assessoria do deputado afirmou que a iniciativa visava apoiar um grupo local que os indicou a ONG.

Outros Deputados e Investimentos

Além dos mencionados, outros deputados, como Mario Frias e os deputados Marcos Pollon e Bia Kicks, também destinaram recursos para a produção do documentário. O Instituto Conhecer Brasil recebeu um total de R$ 2 milhões de diferentes parlamentares, enquanto a ANC (Academia Nacional de Cultura) recebeu R$ 2,6 milhões, também provenientes de emendas de deputados estaduais.

Deputados cassados como Carla Zambelli e Alexandre Ramagem também participaram do esquema.

A Jovem Pan continua buscando as declarações das assessorias dos deputados Gil e Valéria para aprofundar a investigação. O caso levanta questionamentos sobre a destinação de recursos públicos e o financiamento de produções audiovisuais com envolvimento político.

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