Emendas Bolsonaro em Filme de Bolsonaro: Escândalo Revela Valores e Questionamentos

Emendas Estaduais em Filme Sobre Bolsonaro Levantam Questionamentos
Um levantamento da Folha de S. Paulo, confirmado pela Jovem Pan, revelou um fluxo significativo de emendas parlamentares destinadas à Go Up, produtora do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O esquema envolveu repasses de aproximadamente R$ 700 mil entre 2023 e 2026, com negociações complexas e o envolvimento de diversos deputados estaduais de São Paulo.
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Negociações e Valores Elevados
As investigações apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria se comprometido a fornecer R$ 134 milhões para a produção do filme. Essa quantia foi fruto de negociações com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que buscava financiar a produção da obra.
A Go Up, liderada pela sócia-administradora Karina Gama, que também controla outras empresas de cultura com recursos públicos, tornou-se o principal beneficiário dessas emendas.
Emendas e Justificativas Questionáveis
A deputada Valéria Bolsonaro (PL), ex-secretária de Tarcísio de Freitas, destinou R$ 100 mil em 2023 para o Instituto Conhecer Brasil, sob a justificativa de compra de equipamentos, um valor que foi efetivamente pago em dezembro do mesmo ano. O deputado Lucas Bove (PL) tentou destinar R$ 213 mil em 2025 para um projeto esportivo, mas o valor não foi aprovado devido a irregularidades na documentação do proponente.
O deputado Luiz Fernando (PT) também destinou R$ 190 mil à mesma entidade, mas o pagamento ainda não foi realizado, com a justificativa de projetos culturais.
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Defesas e Explicações
A assessoria do deputado Luiz Fernando justificou que a emenda “será utilizada única e exclusivamente para um projeto de aulas de teatro em São Bernardo do Campo, por solicitação de um grupo de teatro da cidade”. O deputado Gil Diniz (PL), ex-assessor de Eduardo Bolsonaro, também defendeu o uso da verba, mencionando o apoio a projetos culturais com aulas, aquisição de equipamentos e fomento à prática.
A assessoria do deputado afirmou que a iniciativa visava apoiar um grupo local que os indicou a ONG.
Outros Deputados e Investimentos
Além dos mencionados, outros deputados, como Mario Frias e os deputados Marcos Pollon e Bia Kicks, também destinaram recursos para a produção do documentário. O Instituto Conhecer Brasil recebeu um total de R$ 2 milhões de diferentes parlamentares, enquanto a ANC (Academia Nacional de Cultura) recebeu R$ 2,6 milhões, também provenientes de emendas de deputados estaduais.
Deputados cassados como Carla Zambelli e Alexandre Ramagem também participaram do esquema.
A Jovem Pan continua buscando as declarações das assessorias dos deputados Gil e Valéria para aprofundar a investigação. O caso levanta questionamentos sobre a destinação de recursos públicos e o financiamento de produções audiovisuais com envolvimento político.
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