Dólar Cai e Ibovespa Queda: Análise do Mercado em 2026 e Crise no Oriente Médio

O mercado de câmbio apresentou uma movimentação significativa nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026. O dólar registrou uma queda de 1,37%, fechando a R$ 4,998. Durante a sessão, a moeda atingiu um patamar máximo de R$ 5,056 e um mínimo de R$ 4,996.
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Essa variação ocorre em um contexto de recuperação parcial do real frente à alta observada na semana anterior, entre 11 e 15 de maio, quando o real encerrou em R$ 5,07.
Ibovespa Reage às Expectativas Inflacionárias
Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também acompanhou o cenário, apresentando uma queda de 0,17%, com fechamento em 176.975,82 pontos. Essa desvalorização reflete o pessimismo dos investidores em relação ao ciclo de afrouxamento da taxa Selic, impulsionado por expectativas de inflação mais altas.
O Banco Central manteve a taxa de juros em 14,50% ao ano, após dois cortes de 0,25 ponto percentual.
Previsões de Inflação e Ajustes no Mercado
O Boletim Focus revelou uma expectativa de inflação do IPCA em 4,92% para o fim de 2026, um leve aumento em relação à estimativa anterior de 4,91%. O Ministério da Fazenda também revisou a projeção para a inflação de 2026, elevando-a para o teto da meta de 4,5%, e ajustou a estimativa para 2027 para 3,5%.
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Essas previsões influenciaram a percepção dos investidores sobre o futuro da economia.
Crise no Oriente Médio e Mercado de Petróleo
No cenário internacional, a tensão no Oriente Médio impactou o mercado de petróleo. O barril de Brent subiu 2,6%, atingindo US$ 112,10, o maior valor em duas semanas. O presidente dos Estados Unidos, republicano, reiterou ameaças ao Irã, e a situação permanece sem sinais de resolução para um acordo de paz.
A República Islâmica anunciou a criação de um novo órgão para gerenciar o Estreito de Ormuz, com a intenção de cobrar pedágio pela passagem de navios.
O barril de petróleo Brent fechou a US$ 108,49, com uma leve queda de 0,66% no pós-mercado às 17h40. A instabilidade na região continua sendo um fator de pressão sobre o mercado de commodities.
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