Deputada ataca governo e Congresso: “Refundar o Brasil” após veto Bolsonaro

Deputada rebate veto e propõe “refundação do Brasil”! Erika Yamamoto denuncia “inimigos do povo” e cobra fim da dosimetria e da jornada 6×1. Saiba mais!

01/05/2026 16:48

3 min

Deputada ataca governo e Congresso: “Refundar o Brasil” após veto Bolsonaro
(Imagem de reprodução da internet).

Deputada Psol-SP Reivindica “Refundação do Brasil” Após Veto do Governo

Após menos de 24 horas da decisão do governo (PT), a deputada Erika Yamamoto (Psol-SP) se pronunciou nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, declarando a necessidade de “refundar o Brasil” e limpar o Congresso Nacional. A fala foi proferida em uma manifestação realizada na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, durante um evento que reuniu trabalhadores, lideranças sindicais e políticos.

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Críticas ao Projeto de Dosimetria e ao Congresso

A deputada criticou veementemente a derrubada do veto ao projeto de lei da dosimetria, que beneficia o ex-presidente (PL) e outros 849 condenados pelos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023. Yamamoto acusou os congressistas de serem “inimigos do povo”, defendendo que a decisão representa um retrocesso na luta contra a impunidade e a desestabilização do Estado Democrático de Direito.

Defesa da Retirada do Governador e da Abolição da Jornada 6×1

Além disso, a deputada defendeu a retirada do governador de São Paulo, que busca reeleição (Republicanos), do cargo nas eleições de 2026. Yamamoto também reiterou o chamado à abolição da jornada de trabalho com escala 6 X 1, argumentando que essa modalidade é “perversa, cruel e desumana”, roubando sonhos, oportunidades e tempo com a família.

A proposta, segundo ela, deve ser aprovada no primeiro semestre.

Reivindicações e Debate sobre a Economia

A deputada criticou o Congresso Nacional por buscar “benefícios para si próprio e para os bandidos que tentaram dar um golpe de Estado”. Ela argumentou que a decisão representa um “vale tudo”, banalizando a Constituição e o Estado Democrático de Direito.

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A discussão se concentrou também na defesa da redução da jornada de trabalho, com a proposta de limitar a 36 horas semanais, e na crítica aos modelos de compensação defendidos por alguns setores da economia. A deputada enfatizou que o povo brasileiro não quer “atenuar a pena do bandido do Jair Bolsonaro para o filho dele se tornar presidente”.

Manifestações e Propostas de Reforma

As manifestações em todo o Brasil, centradas no Dia do Trabalhador, reforçaram as reivindicações por fim à escala 6 X 1 e redução da jornada sem corte de salários. A deputada Yamamoto ressaltou que o Congresso precisa entender as demandas da população ou “irá se comportar como um inimigo do povo brasileiro”.

A tramitação do texto na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que já aprovou o projeto em abril, está em andamento, com a proposta sendo unificada em uma comissão especial.

PECs e Debate na Comissão Especial

As Propostas de Emendas Constitucionais (PECs) 221/2019 e 8/2025, que tratam da redução da jornada semanal de trabalho, estão sendo analisadas na comissão especial. A PEC 221/2019 propõe reduzir a jornada para 36 horas, com implementação gradual, enquanto a PEC 8/2025 estipula jornada de até 36 horas semanais em 4 dias de trabalho, extinguindo a escala 6 X 1.

O presidente da comissão é Alencar Santana (PT-SP).

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