Cérebro do cão: Revelação chocante sobre a evolução da domesticação canina!

Evolução da Domesticação Canina: Mudança no Tamanho do Cérebro Aconteceu Mais Tarde do que se Pensava
A convivência entre cães e humanos remonta a aproximadamente 15 mil anos, mas novas pesquisas revelam que a transformação da domesticação canina não ocorreu tão rapidamente quanto se acreditava. Um estudo recente, publicado na Royal Society Open Science em abril de 2026, indica que a diminuição no tamanho do cérebro dos cães só se tornou significativa cerca de 5 mil anos após o início dessa relação.
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Por muito tempo, os cães mantiveram cérebros semelhantes aos de lobos, seus ancestrais selvagens. A pesquisa se baseou na análise comparativa de canídeos antigos e modernos, incluindo lobos, utilizando tomografias de 22 espécimes pré-históricos, que viveram entre 35 mil e 5 mil anos atrás, e amostras de mais de 160 animais atuais.
Os cientistas calcularam o tamanho do cérebro com base no volume interno do crânio, conhecido como endocrânio.
Protocães e o Volume Cerebral
Os pesquisadores descobriram que os “protocães”, animais com características intermediárias entre lobos e cães domésticos, não apresentavam redução cerebral. Em alguns casos, o volume do cérebro desses animais era até maior do que o observado em lobos da mesma época.
Essa mudança se tornou mais evidente apenas no Neolítico Tardio.
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Neolítico Tardio e a Redução Cerebral
De acordo com os autores do estudo, a redução cerebral se intensificou no Neolítico Tardio, muito depois do início da domesticação e antes do surgimento das raças de cães modernas. Essa descoberta questiona a ideia antiga de que a domesticação teria reduzido rapidamente o cérebro dos cães.
Acredita-se que essa mudança esteja relacionada a mudanças no modo de vida humano, como o avanço da agricultura e a transformação do papel dos cães nas comunidades. Embora o cérebro dos cães tenha diminuído, os pesquisadores sugerem que isso pode estar ligado a novas adaptações cognitivas e comportamentais, como maior sensibilidade aos sinais humanos, melhor comunicação e respostas mais eficientes à convivência social.
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