Celso de Mello critica rejeição de Messias ao STF e acusa Senado de atitude política

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, manifestou sua preocupação com a decisão do Senado de rejeitar a indicação de Jorge Messias para a Advocacia-Geral da União ao tribunal. A votação, ocorrida em 29 de maio de 2026, teve 42 votos contra 34, insuficientes para a aprovação da nomeação.
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Rejeição e Argumentos do Jurista
Celso de Mello, conhecido por sua trajetória no STF que se estendeu por 31 anos, classificou a decisão senatorial como “grave e injustificável”. Ele ressaltou que a qualificação e experiência de Messias, conforme a Constituição, o tornam apto para o cargo.
O ex-ministro, que se aposentou em 2020, após ser indicado por José Sarney em 1989, enfatizou a importância de uma avaliação jurídica e institucional na escolha de ministros da Suprema Corte.
Críticas à Deliberação Política
Em sua declaração, Celso de Mello criticou a aparente influência de motivações políticas na decisão do Senado. Ele argumentou que a avaliação do indicado deveria ser baseada em critérios objetivos, como mérito, experiência e compromisso com o Estado Democrático de Direito.
O jurista expressou sua tristeza com a perda de uma oportunidade de integrar o STF um profissional qualificado e dedicado.
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Considerações Finais do Ex-Ministro
O ex-ministro concluiu que a rejeição do nome de Jorge Messias representa um “profundo infelicidade”. Ele reiterou a necessidade de o Senado exercer sua competência com responsabilidade e fidelidade aos princípios constitucionais, buscando sempre o melhor para a mais alta corte do país.
A decisão, segundo Celso de Mello, demonstra uma falha institucional e um desrespeito à trajetória profissional do indicado.
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