Brasil Sobe no Ranking Mundial e Surpreende EUA na Liberdade de Imprensa!

Brasil Avança no Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa
O Brasil alcançou a 52ª posição no mais recente ranking internacional que avalia a liberdade de imprensa em todo o mundo. Esse resultado representa um avanço significativo, com um crescimento de 58 posições em relação a 2022, ultrapassando até mesmo os Estados Unidos, que agora ocupam a 64ª colocação.
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A divulgação do levantamento ocorreu na quinta-feira, 30 de junho de 2026, pela organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
Melhora Notável em 2025
Em relação ao ano de 2025, o Brasil registrou um aumento de 11 posições no ranking. Esse progresso coloca o país à frente de outros nações da América do Sul, com apenas o Uruguai, que figura na 48ª posição, superando-o em termos de liberdade de imprensa.
A Repórteres Sem Fronteiras destaca que a evolução brasileira se configura como uma exceção notável em um cenário global marcado pela deterioração da liberdade de imprensa.
Contexto e Fatores Contribuintes
O diretor da ONG para a América Latina, o jornalista brasileiro Artur Romeu, atribui o avanço brasileiro a fatores importantes, como o retorno a uma relação institucional saudável entre governo e imprensa, após um período de tensões durante o governo de Jair Bolsonaro, caracterizado por ataques frequentes a jornalistas.
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Romeu ressalta que a ausência de assassinatos de jornalistas no país desde a morte de Dom Philips, em 2022, na Amazônia, também contribui para a melhora.
Ações de Proteção e Estruturação
Além disso, o Brasil tem implementado medidas para proteger o trabalho jornalístico, como a criação do Observatório Nacional de Violência contra Jornalistas e a adoção de um protocolo de investigação de crimes contra a imprensa. Romeu enfatiza que essas ações, juntamente com outras iniciativas pontuais, representam um passo crucial para garantir a segurança e a liberdade dos profissionais do jornalismo.
Desafios e Contexto Global
Artur Romeu contextualiza o crescimento do Brasil também em relação à degradação da situação em outras nações. Um fator negativo é a pontuação do Brasil, que subiu cerca de 11 pontos. Por outro lado, os Estados Unidos têm se tornado um ponto de preocupação, com práticas que incentivam outros governos a adotarem medidas semelhantes.
A situação na Argentina, sob o governo de Javier Milei, por exemplo, resultou em uma queda de 69 posições desde 2022.
A avaliação da RSF aponta que o governo americano tem utilizado a liberdade de expressão como ferramenta para atacar a imprensa, gerando uma lógica de hostilidade sistêmica. Essa tendência é observada em diversos países, alimentando a polarização política e pressionando a imprensa.
Nos 25 anos de existência do ranking, a pontuação média de todos os países do mundo atingiu seu ponto mais baixo. A situação dos Estados Unidos é particularmente preocupante, devido às ações do ex-presidente Donald Trump, que transformou os ataques aos jornalistas em uma prática sistemática, resultando em uma queda de sete posições no ranking.
O relatório da RSF destaca que o jornalismo nas Américas enfrenta desafios como retórica hostil, restrições jurídicas e administrativas, acesso limitado à informação pública e a instrumentalização dos sistemas jurídicos para pressionar a imprensa.
Nos Estados Unidos, essas pressões se manifestam em cortes orçamentários em emissoras públicas, interferências políticas na propriedade dos meios de comunicação e investigações com motivação política contra jornalistas e veículos de imprensa.
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