Barbosa: Estratégia “Neymar” da DC na Busca por Alianças Presidenciais

Barbosa como “Neymar” da DC em Busca de Alianças para a Presidência
O presidente do partido Democracia Cristã (DC), Luís Caldas, defendeu nesta terça-feira (19 de maio de 2026) a pré-candidatura do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, minimizando a substituição de outro nome da sigla na disputa presidencial.
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Caldas fez uma comparação ousada, utilizando a figura do jogador Neymar Jr. para ilustrar sua posição.
“Você vai para a Copa e deixa o Neymar no banco?”
“Você vai para a Copa do Mundo e vai deixar o Neymar jogar ou deixar no banco? Nós temos nossa seleção. Joaquim Barbosa é o nosso Neymar. Não tem nem o que se explicar”, declarou Caldas em entrevista à CNN Brasil. A estratégia, segundo o presidente do DC, visa reforçar a confiança na capacidade de Barbosa de atrair votos e consolidar o apoio do partido.
Caldas classificou a substituição de outro pré-candidato da DC como uma decisão lógica, motivada pela baixa performance do nome nas pesquisas eleitorais. Um levantamento do AtlasIntel, divulgado na mesma data, apontava que o candidato apenas alcançava 0,2% das intenções de voto para a Presidência.
Rebelo e o Compromisso da Campanha
O presidente do DC ressaltou que a substituição não era um ato pessoal, mas sim uma decisão política. Afirmou que Barbosa não estava filiado ao partido na época em que a pré-candidatura de Rebelo foi definida, e que a filiação do ministro ocorreu em 2 de abril.
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Caldas explicou que o compromisso original era que, em caso de desempenho insatisfatório, Barbosa seria retirado da disputa.
Alianças Amplas e a Visão de Barbosa
Caldas buscou ampliar o leque de alianças para a pré-candidatura de Barbosa, mencionando nomes como Aécio Neves (PSDB), Baleia Rossi (MDB), Gilberto Kassab (PSD) e Marcos Pereira (Republicanos). Ele também relatou ter conversado com Renata Abreu (Podemos), demonstrando um esforço para construir uma base de apoio ampla e diversificada.
O presidente do DC afirmou que o Brasil “não quer guerra ideológica” e que Barbosa “não é um candidato do Democracia Cristã. É um candidato de todos nós”. Caldas descreveu o ministro como “um homem recatado que cultua o anonimato”, aprofundado nos livros e com conhecimento de mundo.
Legado e a Campanha “Franciscana”
Joaquim Barbosa ganhou notoriedade a partir de 2006 como ministro relator do processo do Mensalão e conduziu o julgamento que levou à condenação de diversos políticos e empresários de alto escalão. Assumiu a presidência do STF em 22 de novembro de 2012, ocupando o cargo até a sua aposentadoria voluntária e antecipada da Corte em 31 de julho de 2014.
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