Ativistas da Flotilha para Gaza em Greve de Fome: Prisão Prolongada por Israel!

Prisão de Ativistas da Flotilha para Gaza Prolongada por Israel
Um tribunal israelense estendeu a detenção de dois ativistas envolvidos na Flotilha Global Sumud, interceptada no mar Mediterrâneo perto da Grécia. Saif Abu Keshek, um ativista espanhol, e Thiago Ávila, cidadão brasileiro, permanecerão presos até o dia 10 de maio.
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A decisão foi tomada após uma análise do Tribunal de Magistrados de Ashkelon, que considerou evidências que indicam possíveis crimes relacionados ao incidente envolvendo a flotilha.
A flotilha, lançada com o objetivo de desafiar o bloqueio israelense à Faixa de Gaza e entregar ajuda humanitária, foi abordada por forças militares israelenses. Mais de cem ativistas de diversas nacionalidades, que estavam a bordo dos barcos, foram levados para a ilha grega de Creta.
A situação dos detidos, Abu Keshek e Ávila, tem gerado preocupação internacional, com alegações de tratamento inadequado.
As acusações contra os ativistas incluem auxílio ao inimigo, contato com agentes estrangeiros e envolvimento com organizações terroristas. O juiz Yaniv Ben-Haroush justificou a prorrogação da prisão com base na “suspeita razoável”, apesar da falta de acusações formais.
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A defesa dos ativistas, representada pelo grupo de direitos humanos Adalah, argumentou que a detenção é motivada por interrogatório contínuo e que não há base legal para mantê-los sob custódia.
Os advogados planejam recorrer da decisão e solicitar a libertação imediata de Abu Keshek e Ávila. A esposa de Abu Keshek, Sally Issa, relatou que ele está em greve de fome, uma prática que tem gerado preocupação com sua saúde. A situação de Thiago Ávila também é motivo de apreensão, com a esposa, Lara Souza, informando que ele está em seu sexto dia de greve de fome e sendo monitorado por médicos.
A embaixada espanhola acompanha de perto o caso.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel negou as acusações de tortura e afirmou que os ativistas tinham ligações com o Hamas, justificando a operação como uma resposta à obstrução física dos funcionários israelenses. O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albarés, classificou a detenção como ilegal, argumentando que Israel não tem jurisdição em águas internacionais e exigiu a libertação imediata de Abu Keshek.
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