ANS Define Limite Histórico para Reajustes de Planos de Saúde em 2026

Reajustes em Planos de Saúde Diminuem em 2026
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou recentemente um importante ajuste nas regras para o reajuste anual de planos de saúde. A partir de 2026, o valor máximo que as operadoras poderão aplicar nos contratos será de 5,11%. Essa medida representa o menor percentual autorizado desde o ano de 2000, com exceção de 2021, quando o reajuste foi negativo devido à queda no uso de serviços de saúde durante a pandemia de Covid-19.
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Histórico de Reajustes
Nos últimos anos, o índice de reajuste tem apresentado uma tendência de redução. Em 2022, o aumento foi de 15,5%; em 2023, de 9,63%; em 2024, de 6,91% e em 2025, de 6,06%. Essa redução gradual reflete um esforço da ANS em buscar o equilíbrio entre a sustentabilidade do setor de saúde suplementar e a capacidade de pagamento dos consumidores.
Abrangência e Metodologia
O reajuste se aplica a cerca de 7,7 milhões de beneficiários, representando 14,5% dos 52,9 milhões de consumidores de planos de assistência médica no país. Os contratos são reajustados por livre negociação entre contratante e operadora, mas um levantamento recente da ANS revelou uma variação média de 9,9% nesses contratos nos dois primeiros meses de 2026, a menor alta em cinco anos.
A metodologia utilizada pela ANS para calcular o reajuste é complexa, combinando o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA) com o IPCA (excluindo o subitem “Plano de Saúde”).
Componentes do Cálculo
O IVDA, que possui peso de 80% no cálculo, reflete a variação das despesas com atendimento aos beneficiários, considerando a Variação das Despesas Assistenciais (VDA), a Variação da Receita por Faixa Etária (VFE) e o Fator de Ganhos de Eficiência (FGE).
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As despesas assistenciais per capita nos planos individuais regulamentados aumentaram 8,32% em 2025 em relação a 2024, impulsionadas pelo aumento de preços de serviços e insumos de saúde, maior consumo de procedimentos e mudanças no perfil etário dos beneficiários.
Contexto Econômico e Impactos
O aumento acelerado dos preços de planos de saúde tem gerado preocupação, podendo levar à exclusão de parte da população do mercado de saúde suplementar e pressionar ainda mais o Sistema Único de Saúde (SUS), que enfrenta problemas de subfinanciamento.
Estudos apontam que o Brasil se destaca entre os países com maior crescimento de preços de planos em relação à inflação geral, superando países como Alemanha, França e Estados Unidos. A ANS busca mitigar esses impactos através da definição de limites para os reajustes, visando garantir o acesso à saúde para a população.
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