Angra 3: Indecisão Bilionária Causa Prejuízo e Desperdício de Recursos

Angra 3: Indefinição Gera Custos Irreversíveis, Afirma Diretor da ANSN
O diretor-presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, em entrevista à CNN Infra, alertou para os impactos financeiros da incerteza envolvendo a usina nuclear Angra 3. Facure enfatizou que a falta de decisão sobre a retomada das obras está gerando um custo incalculável para o Brasil, com gastos que não trazem retorno algum.
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Em sua fala, o executivo destacou que a demora na definição do futuro da usina resulta em acúmulo de despesas sem qualquer benefício prático. “O que se observa é que o custo da indecisão entre retomar ou desistir é um prejuízo para o país, sem qualquer contrapartida”, declarou Facure.
A declaração surge em um momento de grande debate sobre o destino da usina, marcada por paralisações e incertezas.
TCU Aponta Desperdício de Bilhões
O Tribunal de Contas da União (TCU) também se manifestou sobre o caso, apontando que a indefinição do governo federal gerou um desperdício de aproximadamente R$ 2 bilhões nos últimos anos. Essa situação evidencia a necessidade de uma decisão definitiva sobre o projeto, que enfrenta longos períodos de paralisação desde sua retomada em 2010.
ANSN e Padrões de Segurança
Facure ressaltou que a ANSN não participa diretamente das decisões sobre a continuidade do empreendimento. No entanto, garantiu que a usina só entrará em operação seguindo os mais rigorosos padrões de segurança. A prioridade, segundo ele, é garantir a segurança da operação e a proteção do meio ambiente.
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Investimento e Relevância Estratégica
Estudos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apontam que o custo estimado para a conclusão das obras de Angra 3 é de R$ 23,9 bilhões. Apesar do valor elevado, Facure considera o investimento justificável, dada a importância da energia nuclear para o sistema elétrico brasileiro.
Ele ressaltou que a fonte nuclear contribui para a segurança energética do país e ganha relevância no contexto geopolítico atual, especialmente no debate sobre a transição energética e a busca por fontes de baixa emissão de carbono.
Facure argumentou que a energia nuclear, com sua capacidade de geração de energia firme e segura, é particularmente relevante no cenário atual, considerando os novos desafios, como o avanço da inteligência artificial. A retomada de Angra 3 voltou a ser discutida no governo federal após um período de paralisação, refletindo a complexidade do debate sobre o futuro da energia no Brasil.
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