WEG Surpreende: Lucro Cai, Mas Margem EBITDA Impressiona no 1º Trimestre de 2026

WEG surpreende: Lucro cai, mas margem EBITDA dispara! A gigante brasileira apresenta resultados do 1º trimestre de 2026. Saiba mais!

29/04/2026 11:32

4 min

WEG Surpreende: Lucro Cai, Mas Margem EBITDA Impressiona no 1º Trimestre de 2026
(Imagem de reprodução da internet).

WEG Apresenta Resultados do Primeiro Trimestre de 2026: Lucro Recua, Mas Margem EBITDA Surpreende

A WEG divulgou nesta quarta-feira, 29 de março de 2026, seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre do ano. O lucro líquido da empresa apresentou uma queda de 5,7% em comparação com o mesmo período de 2025, atingindo R$ 1,46 bilhão.

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Apesar da redução no lucro, o EBITDA, que somou R$ 2,1 bilhões, registrou uma diminuição de apenas 3,2% no mesmo período. A receita líquida também sofreu uma retração de 6,1%, situando-se em R$ 9,5 bilhões.

O Ibovespa reagiu à divulgação com uma queda de quase 3%, refletindo a avaliação do BTG Pactual sobre o trimestre. Diferentemente dos trimestres anteriores, que apresentaram incertezas sobre o crescimento, a receita e as margens da WEG ficaram abaixo das expectativas do mercado.

Analistas como Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim mantiveram a recomendação de compra, com um preço-alvo de R$ 65 para as ações da empresa.

Análise Detalhada dos Resultados da WEG

O BTG Pactual acredita que, apesar da pressão no curto prazo, a tese de longo prazo da WEG permanece sólida. A expectativa é de um novo ciclo de crescimento a partir do segundo semestre de 2026, impulsionado pela entrada em operação de uma nova capacidade de transformadores.

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A instituição destaca quatro pontos cruciais para acompanhar o desempenho da companhia.

1. Margem EBITDA: Resistência Apesar da Retração da Receita

Apesar da queda na receita líquida, a margem EBITDA da WEG surpreendeu, crescendo anualmente em 0,6 ponto percentual, atingindo 22,2%. Esse resultado positivo foi impulsionado por um mix de produtos vendidos mais favorável e pela reversão de uma provisão de participação nos resultados do exercício anterior.

No entanto, os custos aumentaram devido à alta no preço do cobre, ao aumento das tarifas de importação nos EUA e à volatilidade cambial. O BTG alerta que a continuidade de um real mais forte representa um risco significativo para as estimativas de lucro.

2. Mercado Interno: Queda na Geração e Transmissão

O segmento de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD) no mercado interno apresentou uma queda de 36,4% na receita, atingindo R$ 1,52 bilhão no primeiro trimestre de 2026. Essa retração se deve ao fato de que o primeiro trimestre de 2025 foi o de maior receita em geração solar centralizada da história da empresa, e esse ciclo de projetos se encerrou sem uma reposição imediata.

No entanto, o GTD registrou um crescimento de 3,2% na base anual no mercado externo, impulsionado por entregas de transformadores para projetos de infraestrutura elétrica nos EUA e demanda em mercados como Colômbia. A projeção é de retomada do crescimento a partir do segundo semestre de 2026, com a entrada em operação de nova capacidade produtiva no México, Colômbia e Estados Unidos.

3. Impacto do Câmbio na Receita Externa

A receita líquida da WEG, em grande parte, veio do mercado externo, que representou 62,3% do total. Em reais, a receita externa cresceu 4,5% na base anual, enquanto em dólares, o avanço foi de 16,1%, atingindo US$ 1,12 bilhão. A diferença entre os dois números reflete a desvalorização do dólar frente ao real, que ficou em 10,1%.

Ajustado pelos efeitos das aquisições, o crescimento da receita externa foi de 11,2% na base anual. O BTG destaca que a força do real é o principal fator de pressão sobre as estimativas de curto prazo da companhia.

4. Gestão Financeira: Caixa e Dívida em Recuperação

A WEG apresentou uma melhora significativa na gestão financeira, gerando R$ 1,26 bilhão em caixa operacional, um aumento de 333% em relação ao mesmo período de 2025. O caixa líquido subiu para R$ 3,32 bilhões. Além disso, a dívida bruta da empresa recuou de R$ 4,59 bilhões para R$ 4,09 bilhões.

O investimento em capital de giro (CAPEX) foi de R$ 622 milhões, estável em relação ao trimestre anterior, e abaixo dos R$ 814 milhões do quarto trimestre de 2025. O conselho deliberou juros sobre capital próprio de R$ 420 milhões, com pagamento previsto para março de 2027.

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