Warsh no Senado: Ele rebate acusações de “fantoche” e defende o Fed em 2026?

Audiência no Senado: Warsh Defende Independência do Fed Contra Acusações
O candidato a presidente do Federal Reserve (Fed), Warsh, rebateu na última quarta-feira, dia 21 de abril de 2026, as críticas que tem recebido. O confronto ocorreu durante uma audiência de confirmação perante a Comissão Bancária do Senado dos EUA.
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O comitê está analisando a indicação de Warsh para assumir o cargo, visando substituir Jerome Powell, cujo mandato se encerra em 15 de maio. As tensões foram evidentes durante os trabalhos.
Acusações de Nepotismo e “Fantoche”
Durante a sessão, uma senadora, filiada ao Partido Democrata, acusou Warsh de ser um “fantoche” de Trump na liderança do Fed. Ela alegou que ter um controle assim daria ao presidente acesso a autoridades poderosas para enriquecer a si mesmo, sua família e amigos de Wall Street.
Questionado diretamente se seria o “fantoche” do presidente dos EUA, o advogado e financista de 56 anos respondeu de forma enfática: “Absolutamente não”. Ele reforçou que a autonomia do banco central dos EUA é “essencial” e que ele fará questão de preservar essa independência institucional.
Investigações sobre Vínculos Financeiros
A senadora democrata direcionou seu questionamento a Warsh, focando em suas participações financeiras e possíveis laços com um bilionário já condenado por tráfico sexual e falecido em 2019. Ela questionou se os fundos investiam em empresas ligadas a Trump ou sua família.
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A senadora levantou ainda a suspeita de que tais empresas facilitaram lavagem de dinheiro, eram controladas pela China ou utilizavam veículos de financiamento ligados a Jeffrey Epstein. Warsh optou por não responder a essas perguntas específicas, mas garantiu que planejava se desvincular de quaisquer participações caso fosse confirmado no Fed.
Posicionamento sobre Taxas de Juros e Mudança de Regime
Ainda na audiência, Warsh aproveitou o momento para negar veementemente ter feito qualquer acordo com Trump para reduzir as taxas de juros em troca de um cargo. Ele afirmou que o presidente nunca lhe pediu para se comprometer com decisões específicas sobre taxas de juros.
Ele concluiu seu depoimento reiterando que jamais concordaria em fazer isso, mesmo que tivesse sido solicitado. Além disso, Warsh defendeu uma “mudança de regime” no Fed. Essa mudança incluiria uma nova estrutura para o controle da inflação e uma revisão na maneira como o banco comunica sua política monetária ao público.
O debate ressaltou a tensão política em torno da gestão monetária americana, com o foco na autonomia do Fed e nos laços financeiros de seus líderes.
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