Vídeo de 2018 sobre Gilmar Mendes volta: o que ele satiriza em 2026?

Vídeo Satírico de 2018 Volta a Circular e Gera Debate Político
Um vídeo de humor datado de 2018, produzido pelo canal Porta dos Fundos, ressurgiu nas redes sociais nesta quarta-feira, 21 de abril de 2026. O material satiriza decisões judiciais recentes do ministro Gilmar Mendes, abordando desde pedidos de habeas corpus até outros despachos que beneficiaram autoridades próximas ao magistrado.
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A sátira utiliza a repetição do nome de Mendes, fazendo alusão a um comercial do Posto Ipiranga com o slogan “tem de tudo”. O vídeo, que tem cerca de um minuto e quinze segundos, mostra como o ministro seria o resolvedor de todas as pendências jurídicas.
Contexto das Notícias-Crime e Reações Políticas
O ressurgimento do vídeo ocorre em um momento de intensa movimentação judicial. Uma notícia-crime foi apresentada contra o ex-governador de Minas Gerais, Novo. O conteúdo satiriza as ações de Mendes, que foram vistas como favorecendo figuras ligadas ao ministro.
A notícia-crime em questão refere-se a publicações feitas por Zema em suas redes sociais quando ele ainda era governador. O caso foi encaminhado ao ministro, e Alexandre de Moraes já o remeteu à Procuradoria-Geral da República (PGR).
A Defesa e as Alegações de Perseguição
Em resposta aos acontecimentos, Zema declarou na segunda-feira, 20 de abril, que se sente “perseguido” pelo STF, afirmando que não toleram mais piadas desse tipo. Quando questionado pelo Poder360 sobre tomar providências contra o grupo Porta dos Fundos, o gabinete de Mendes declarou que o vídeo “não está nas propostas do sobre o tema”.
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Detalhes da Sátira e Casos Citados
O vídeo original de 2018 apresenta um diálogo humorístico. Um personagem político questiona sobre a aprovação de um projeto de lei contra abuso de autoridade para beneficiar senadores. Também são mencionadas suspensões de coleta de provas contra políticos acusados de corrupção e votos de desempate para libertar condenados.
A sátira cita casos específicos, como habeas corpus para um empresário investigado pela Lava Jato e outro para um médico acusado de estupro. Há também menções a casos envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro e sua esposa, presos durante a Operação Lava Jato por desvio de verbas públicas.
A Série “Os Intocáveis” e o Inquérito das Fake News
Paralelamente, o ex-governador divulgou uma série chamada “Os Intocáveis”, que ironiza o desfile de Carnaval sobre Lula e os desdobramentos do caso Master. O primeiro episódio, lançado em 23 de fevereiro, mostra representações de Alexandre de Moraes e do presidente (PT).
Em outro tópico, o texto revisita o inquérito das fake news, instaurado em 14 de março de 2019 sob o nº 4.781. A investigação, que permanece sob sigilo, foi criada por decisão do então presidente do STF, Dias Toffoli, visando apurar ofensas criminosas à Corte e seus membros.
O Debate Jurídico sobre o Inquérito
A criação do inquérito ocorreu em um contexto de disputa entre o STF e procuradores da Lava Jato. A então procuradora-geral, Raquel Dodge, em julho de 2019, argumentou que a investigação violava o sistema constitucional acusatório e a separação de Poderes.
O julgamento sobre a legalidade do inquérito foi concluído em junho de 2020, quando a Corte decidiu mantê-lo, com apenas o ministro Marco Aurélio Mello divergindo do voto majoritário.
Neste julgamento, votaram a favor de manter o inquérito Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Dias Toffoli, Edson Fachin e Roberto Barroso.
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