Varejo paulista prevê faturamento expressivo no Dia das Mães de 2026 e consumo consciente

Varejo paulista projeta faturamento expressivo no Dia das Mães, impulsionado por escolhas conscientes
As projeções da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apontam para um faturamento de R$ 82 bilhões no varejo estadual em maio de 2026. Esse valor representa um crescimento real de 3% em relação ao mesmo período de 2025, gerando uma injeção de R$ 2,7 bilhões na economia paulista.
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Apesar do volume significativo, a análise indica que o consumidor está mais atento às suas escolhas, buscando opções mais acessíveis.
Consumidor Cauteloso
O crescimento de 3% no estado e de 2% na capital paulista é visto como positivo pela FecomercioSP, considerando a base de comparação já elevada e o cenário de juros altos que impactam as famílias endividadas. Ana Paula Tozzi, CEO da AGR Consultores, ressalta a importância simbólica da data, afirmando que “o Dia das Mães é efetivamente o segundo Natal do ano, então ele tem uma importância para todo mundo que é indiscutível”.
A tendência é de um ticket médio mais controlado, refletindo o teto econômico definido pelo custo do crédito.
Setores em Destaque
O mercado está observando um aumento na demanda por itens de moda, acessórios, calçados, perfumes e cosméticos, em detrimento de grandes investimentos em bens duráveis. O setor de Farmácias e Perfumarias lidera a expansão estadual, com alta de 6%, seguido pelo Vestuário, Tecidos e Calçados, com crescimento projetado de 4% tanto no estado quanto na capital.
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A FecomercioSP destaca a cautela do consumidor historicamente mais endividado, que opta por “pequenos presentes” e kits, buscando um impacto emocional sem comprometer o orçamento.
Experiências em Ascensão
Uma tendência crescente é a busca por experiências em vez de bens materiais, como spas, almoços especiais e viagens curtas. Isso explica o bom desempenho do setor de supermercados, que deve crescer 3% no estado e 2% na capital, impulsionado por reuniões familiares.
Em contrapartida, bens duráveis, como eletrodomésticos e eletrônicos, enfrentam dificuldades devido aos juros altos, com projeções de crescimento de apenas 1% no estado e estabilidade (0%) na capital.
Móveis e Decoração
O setor de móveis e decoração também acompanha essa tendência, com altas modestas de 2% no estado e 1% na capital. A FecomercioSP aponta que a compra nesses segmentos frequentemente depende de crédito e do comprometimento da renda familiar, o que influencia a cautela do consumidor.
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