Vale Base Metals: Crescimento Explosivo em 2026 Impulsionado por Cobre e Resultados Surpreendentes

Vale Base Metals Apresenta Crescimento Expressivo em 2026
A divisão de metais básicos da Vale consolidou um desempenho notável em 2026, impulsionado principalmente pelo forte desempenho do cobre e por avanços operacionais em outras áreas. O EBITDA da Vale Base Metals mais que dobrou em relação ao ano anterior, atingindo US$ 1,197 bilhão, um aumento de 116%.
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Este resultado positivo foi fortemente influenciado pela valorização do cobre nos mercados internacionais, além de melhorias significativas nas operações do segmento de níquel. A empresa demonstra, com esses números, uma estratégia clara de diversificação, buscando expandir sua base de receitas para além do minério de ferro.
Cobre: O Motor do Crescimento
O cobre se destacou como o principal impulsionador do crescimento da divisão. O preço médio do metal na Bolsa de Metais de Londres (LME) subiu 38% em comparação com o mesmo período de 2025, atingindo US$ 12.844 por tonelada. A Vale, por sua vez, obteve um preço médio ainda maior, US$ 13.143 por tonelada, um aumento de 48% em relação ao primeiro trimestre de 2025, beneficiado por ajustes favoráveis nos contratos de precificação.
As minas de Carajás, em particular, foram responsáveis por grande parte desse sucesso, com Salobo gerando um EBITDA de US$ 697 milhões, um aumento de 73%, e Sossego apresentando um salto impressionante de 286%, para US$ 309 milhões. Além do metal em si, os subprodutos das operações também contribuíram significativamente para o resultado final.
Subprodutos e Ouro: Adições Valiosas
O ouro, extraído em conjunto com o cobre nas minas de Salobo e Sossego, gerou uma receita adicional de US$ 486 milhões, com um preço médio de venda de US$ 4.975 por onça, um aumento de 69% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A prata também teve um desempenho notável, com um aumento de 175% no preço médio de venda em comparação com o ano anterior.
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Níquel: Uma Surpresa Positiva
O segmento de níquel surpreendeu com um crescimento ainda maior, impulsionado por melhorias operacionais nas minas de Sudbury e Voisey’s Bay, no Canadá, além da valorização do metal na LME, que atingiu US$ 17.356 por tonelada. O EBITDA do segmento disparou 576%, de US$ 41 milhões para US$ 277 milhões.
A Vale também avançou em sua estratégia, fechando um acordo para formar um consórcio para as operações de Thompson, no Canadá, encerrando a revisão estratégica do ativo, mantendo uma participação de 18,9% na operação.
Resultados em Vendas e Produção
Os números de produção e vendas da divisão reforçam o momento positivo. As vendas de cobre totalizaram 72 mil toneladas, um aumento de 18% em relação ao primeiro trimestre de 2025, com produção de 102,3 mil toneladas, um avanço de 12,5% e o melhor resultado para um primeiro trimestre desde 2017.
As minas de Salobo e Sossego foram os principais responsáveis por esse desempenho.
Para o ano completo, a Vale projeta vendas de cobre entre 350 e 380 mil toneladas, e de níquel entre 175 e 200 mil toneladas.
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