USP Desenvolve Biossensor Inovador que Detecta Câncer de Pâncreas em Minutos

Novo Biossensor da USP Promete Detecção Precoce de Câncer de Pâncreas
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) alcançou um avanço significativo no diagnóstico do câncer de pâncreas, desenvolvendo um dispositivo inovador que pode detectar a doença com rapidez e precisão. O equipamento, com formato de “chip”, utiliza apenas uma pequena amostra de sangue – uma única gota – para fornecer um resultado em aproximadamente sete minutos.
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A pesquisa, publicada na revista ACS Omega, da Associação Norte-Americana de Química, representa um passo importante para a detecção precoce da doença.
Tecnologia Inovadora e Versátil
O biossensor da USP combina conhecimentos de engenharia de materiais, eletrônica e biotecnologia para criar uma solução de diagnóstico diferenciada. Ao contrário dos métodos tradicionais, que exigem laboratórios equipados e profissionais especializados, o aparelho oferece uma análise rápida e acessível.
A construção do dispositivo se baseia na organização de materiais condutores em camadas microscópicas, utilizando polímeros com propriedades elétricas específicas sobre eletrodos de ouro, criando uma interface sensível entre o sangue e o sistema eletrônico.
Funcionamento e Seletividade
O funcionamento do biossensor se assemelha ao de sensores utilizados em dispositivos inteligentes. Quando o marcador tumoral da proteína CA19-9, presente no sangue, se liga a anticorpos fixados na superfície do sensor, uma alteração nas propriedades elétricas do sistema é detectada.
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Essa modificação é transformada em um sinal mensurável, demonstrando a seletividade do dispositivo para o CA19-9, distinguindo-o de outras moléculas presentes no sangue. Testes realizados em 24 amostras de sangue humano, incluindo pacientes com câncer de pâncreas em diferentes estágios e indivíduos saudáveis, confirmaram o desempenho consistente do aparelho, especialmente em concentrações baixas e moderadas do biomarcador, faixa crucial para a detecção precoce.
Resultados e Desafios
Os resultados obtidos pelo biossensor foram comparados com o método Elisa, padrão utilizado em laboratórios. Embora o dispositivo tenha apresentado um desempenho consistente, houve alguns casos de falso positivo em indivíduos saudáveis e um caso próximo de falso negativo em um paciente doente.
Em concentrações muito altas do marcador, geralmente associadas a estágios mais avançados da doença, o dispositivo tende a subestimar os valores em comparação ao método tradicional. Apesar desses desafios, o biossensor da USP representa um avanço promissor na luta contra o câncer de pâncreas, oferecendo uma ferramenta de diagnóstico rápida, acessível e com potencial para melhorar os resultados do tratamento.
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