Urânio Enriquecido: Venezuela, EUA e Reino Unido em Transferência Nuclear Urgente

Urânio enriquecido é transferido da Venezuela para EUA! Operação secreta supervisionada pelo OIEA busca evitar risco nuclear. EUA e Reino Unido recebem

09/05/2026 21:18

3 min

Urânio Enriquecido: Venezuela, EUA e Reino Unido em Transferência Nuclear Urgente
(Imagem de reprodução da internet).

Transferência de Urânio Enriquecido da Venezuela para os EUA

Governos dos Estados Unidos e do Reino Unido realizaram a transferência de 13,5 quilos de urânio enriquecido da Venezuela para o território americano. A operação foi supervisionada pelo Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA), com o objetivo de proteger o material e evitar que ele se tornasse um risco caso caísse em mãos erradas, conforme informado pelo próprio OIEA em um comunicado divulgado nesta sexta-feira (8).

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O urânio estava armazenado em um reator do Instituto Venezuelano de Investigações Científicas (IVIC), que operou por três décadas até ser desativado em 1991.

Contexto da Operação

Após o desativado reator, o governo da Venezuela solicitou assistência ao OIEA para remover o combustível nuclear usado do país. Os Estados Unidos aceitaram receber o material. O urânio representa 20% do isótopo U-235, um grau superior ao utilizado para geração de energia elétrica, mas comumente empregado em pesquisas científicas.

Apesar de estar abaixo do nível necessário para a fabricação de armas nucleares (que excede 80%), permanece como um material radioativo perigoso.

No final de abril, um comboio com proteção militar partiu do IVIC em direção a Puerto Cabello, onde o urânio foi carregado em um contêiner e transportado por um navio do Reino Unido até os Estados Unidos. A conclusão da transferência na primeira semana de maio, conforme relatado pelo OIEA, marcou o fim do uso do combustível nuclear no reator venezuelano.

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Envolvimento das Partes

O governo da Venezuela foi o primeiro a divulgar a operação, informando que havia comunicado repetidamente a necessidade de remover materiais em desuso ao OIEA. A captura do então presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro, pelos Estados Unidos, aumentou o risco e a urgência de realizar a operação, que a Venezuela vinha solicitando há anos.

Caracas assegurou que a transferência do urânio ocorreu em conformidade com os padrões de segurança e seu compromisso com os tratados internacionais de não proliferação nuclear.

Reações e Implicações

O governo dos Estados Unidos classificou a operação como uma “vitória” para os Estados Unidos, Venezuela e o mundo. A remoção do urânio enriquecido da Venezuela demonstra capacidades de não proliferação e estreita cooperação internacional. A Embaixada dos EUA na Venezuela destacou a liderança decisiva do país na conclusão da operação em tempo recorde.

A transferência do urânio ocorre em um contexto de aproximação entre Venezuela e Estados Unidos, após a captura de Maduro em Nova York e o restabelecimento de relações diplomáticas e consulares em março de 2026, marcando um ponto de inflexão nas relações bilaterais após anos de tensão.

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