Tubarões-de-Seis-Guelras Revelam Segredos Fascinantes no Estreito de Puget

Tubarões-de-Seis-Guelras surpreendem em águas rasas! 🦈 Descobertas chocantes no Estreito de Puget revelam um berçário secreto de tubarões ancestrais. Saiba

22/05/2026 19:41

2 min

Tubarões-de-Seis-Guelras Revelam Segredos Fascinantes no Estreito de Puget
(Imagem de reprodução da internet).

Tubarões-de-Seis-Guelras: Descobertas Fascinantes no Estreito de Puget

Estudos recentes conduzidos por cientistas nos Estados Unidos revelaram comportamentos incomuns em uma espécie de tubarão que vive há mais tempo que os dinossauros: o tubarão-de-seis-guelras (Hexanchus griseus). A descoberta ocorreu no Estreito de Puget, no estado de Washington, onde pesquisadores observaram exemplares passando tempo em águas rasas, algo raro para essa espécie que normalmente habita regiões profundas e escuras do oceano.

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Esses tubarões podem atingir até quatro metros de comprimento e se distinguem pela presença de seis fendas branquiais, uma característica incomum entre as espécies de tubarão. O estudo é uma colaboração entre o Aquário de Seattle, o Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Washington e a Oregon State University.

A pesquisa busca entender melhor esses predadores antigos e misteriosos, que representam um dos maiores desafios para a ciência marinha.

Um Berçário Secreto nas Águas Rasas

Uma das principais hipóteses dos pesquisadores é que as fêmeas do tubarão-de-seis-guelras retornam regularmente ao Mar de Salish para dar à luz. Análises recentes indicam uma fidelidade ao mesmo local de reprodução, sugerindo que o Estreito de Puget pode funcionar como um berçário natural para os filhotes.

Os cientistas observaram padrões de movimentação consistentes, com os jovens tubarões permanecendo em áreas mais ao sul durante o verão e o outono, migrando para regiões mais ao norte no inverno e na primavera.

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Além disso, os pesquisadores identificaram que os tubarões costumam subir para águas mais rasas ao entardecer e retornar às profundezas ao amanhecer, provavelmente em busca de alimento. Os animais percorrem pequenas distâncias por dia, geralmente menos de três quilômetros, o que reforça a importância do Estreito de Puget para compreender o ciclo de vida da espécie.

Estudos em Puget Sound

Entre maio e setembro, uma equipe de pesquisadores e veterinários do Aquário de Seattle planeja estudar os tubarões em três pontos diferentes do Puget Sound. Eles utilizarão técnicas de captura temporária para realizar medições, coletar amostras de tecido, fotografar os animais e instalar dispositivos de rastreamento.

Esses sensores fornecerão informações sobre deslocamento, crescimento, uso do habitat e hábitos alimentares da espécie.

Os pesquisadores também pretendem investigar possíveis impactos da poluição na espécie. A pesquisadora Dani Escontrela, do Seattle Aquarium, ressalta a importância de preencher lacunas sobre uma das espécies mais antigas e menos compreendidas do oceano, sem comprometer sua sobrevivência.

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