Trump e Lula se encontram em Washington para combater tarifas que afetam US$ 1,5 bilhão no Brasil

Disputas Tarifárias entre Brasil e EUA Geram Preocupação e Impacto Econômico
Desde o ano passado, o governo do ex-presidente Donald Trump implementou uma série de tarifas sobre produtos brasileiros, resultando em perdas financeiras de pelo menos US$ 1,5 bilhão para o Brasil. Essa questão complexa deverá ser um ponto central nas discussões entre Trump e o atual presidente Lula, que se encontram em Washington nesta quinta-feira, 7, com o objetivo de reduzir as tarifas atuais e evitar a imposição de novas taxas.
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Apesar das tarifas em vigor, a maioria das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda enfrenta cobranças adicionais. Segundo cálculos da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), cerca de 45% das exportações brasileiras não estão sujeitas a sobretaxas.
Aproximadamente 15% estão sujeitas às tarifas impostas pela Seção 122, medida adotada por Trump após a decisão da Suprema Corte. Essa medida, com duração limitada, visava corrigir desequilíbrios comerciais.
Riscos de Novas Tarifas e Investigações Americanas
O Brasil enfrenta um risco crescente de novas tarifas, impulsionado por investigações do USTR, órgão americano responsável por analisar práticas comerciais desleais. Em julho de 2025, o USTR iniciou uma investigação sobre uma série de ações do Brasil que poderiam prejudicar empresas americanas, incluindo o Pix, a pirataria (referenciada na rua 25 de Março), o etanol e outros produtos.
Representantes brasileiros defenderam a atuação do país em uma ocasião, enquanto algumas entidades e empresas americanas expressaram preocupações sobre as práticas adotadas. A decisão final ainda não foi divulgada, mas a expectativa é que seja anunciada nas próximas semanas, podendo levar a novas sanções financeiras.
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Impactos no Comércio e Arrecadação Federal
O governo Trump esperava que as tarifas aumentassem a arrecadação federal e reduzissem o déficit comercial dos EUA, considerado uma ameaça ao país. Em um ano, o déficit comercial dos EUA aumentou de US$ 2 bilhões em 2025 para US$ 901,5 bilhões, e o Brasil teve um superávit na venda de mercadorias aos EUA de US$ 14,4 bilhões em 2025, um aumento de 112,8% em relação a 2024.
A arrecadação mensal com as taxas internacionais subiu de US$ 7,3 bilhões para US$ 27,6 bilhões entre janeiro de 2025 e janeiro deste ano, um valor quase três vezes maior, segundo dados da Tax Foundation. No entanto, a entidade avalia que a maior parte das taxas acaba sendo repassada aos consumidores americanos, o que geraria um aumento médio de US$ 600 no pagamento de impostos.
Evolução do Tarifaço e Busca por Alívio
O tarifaço teve início em abril de 2025, com a imposição de uma tarifa geral de no mínimo 10% para todos os países com déficits comerciais. Embora algumas tarifas tenham sido reduzidas em semanas e meses seguintes, Trump impôs uma tarifa de 50% aos produtos brasileiros em julho, buscando pressionar o Brasil a cancelar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Após negociações e reuniões entre autoridades e empresários, o presidente Trump se reuniu com o presidente Lula, levando a um alívio gradual nas tarifas.
Durante o período de incerteza, as exportações brasileiras para os EUA diminuíram em US$ 1,5 bilhão entre agosto e novembro de 2025, com empresas enfrentando dificuldades para redirecionar seus produtos para outros mercados. Esses setores, incluindo mel, pescados, plástico, borracha, madeira, metais e material de transporte, sofreram perdas significativas.
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