Trump demite Secretário da Marinha por atritos no Pentágono; o que vem por aí?

Trump Anuncia Demissão do Secretário da Marinha por Conflitos no Pentágono
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou na quinta-feira, dia 23, que demitiu o secretário da Marinha, John Phelan. O motivo apontado foi o surgimento de desentendimentos com membros do Pentágono, especialmente em relação aos projetos de construção e aquisição de navios.
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A saída de Phelan já havia sido comunicada pelo Pentágono na noite de quarta-feira, dia 22. Um comunicado divulgado pelo porta-voz da pasta, Sean Parnell, informou que “Phelan está deixando a administração, com efeito imediato”. Ele foi substituído temporariamente pelo subsecretário da Marinha, Hung Cao.
Justificativas para a Saída de Phelan
Em conversa com jornalistas no Salão Oval, Trump comentou sobre a situação, afirmando que Phelan era “muito enérgico e teve alguns conflitos com outras pessoas, principalmente sobre a construção e a compra de novos navios”. Ele ressaltou a importância do bom relacionamento no âmbito militar.
O presidente acrescentou que é preciso haver harmonia, especialmente nas Forças Armadas. “Você precisa se dar bem, sabe, e algumas pessoas gostavam dele, outras não – e isso geralmente é a verdade sobre tudo”, declarou Trump.
Tensões Internas no Departamento de Defesa
Informações de um funcionário do Congresso, que falou ao jornal The New York Times sob condição de anonimato, indicaram que o vice-secretário de Defesa, Steve Feinberg, estava insatisfeito com a gestão de Phelan em relação ao grande projeto naval da Marinha.
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Por isso, algumas responsabilidades foram retiradas dele.
Além disso, o jornal mencionou que Phelan também enfrentava atritos com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, devido a divergências sobre estilo de gestão, questões de pessoal e outros assuntos operacionais.
A “Frota Dourada” e Planos Navais Futuros
No final do ano passado, Trump havia anunciado, ao lado de Phelan, o planejamento de uma nova “Frota Dourada” de navios de guerra avançados. Estes navios estão em fase de projeto e devem iniciar sua construção a partir de 2030.
Segundo a agência Reuters, a proposta orçamentária de Defesa do governo Trump para 2027 prevê mais de US$ 65 bilhões destinados à compra de 18 navios de guerra e 16 navios de apoio, como parte dessa “Frota Dourada”. Trump afirmou que estas embarcações seriam “os mais rápidos, os maiores e, de longe, 100 vezes mais poderosos do que qualquer navio de guerra já construído”.
Expansão e Armamento das Novas Embarcações
Conforme reportagem da BBC de dezembro do ano passado, este anúncio faz parte de um plano maior da presidência dos EUA para a Marinha, abrangendo tanto embarcações tripuladas quanto não tripuladas. O foco inclui navios de guerra mais armados com mísseis e menores.
Trump garantiu que, após a conclusão, as embarcações armadas seriam equipadas para transportar armas hipersônicas e “extremamente letais”, servindo como os futuros navios-almirante da Marinha dos EUA.
Contexto de Mudanças na Defesa
A demissão de Phelan ocorre em um cenário de tensões no Oriente Médio e em meio a um bloqueio naval ao Irã. Trata-se mais de uma das mudanças promovidas pelo governo Trump na liderança do Departamento de Defesa desde janeiro do ano passado.
No início do segundo mandato, Trump havia demitido a comandante da Guarda Costeira dos EUA, almirante Linda Fagan. Posteriormente, o chefe do Estado-Maior Conjunto, Charles Q. Brown, foi exonerado em uma reformulação das Forças Armadas, afetando outros seis oficiais do Pentágono.
Outras Alterações Recentes no Pentágono
Em abril do ano passado, o general Timothy Haugh foi afastado da direção da Agência de Segurança Nacional (NSA), em um contexto de reestruturações na segurança nacional. Quatro meses depois, Hegseth promoveu mais três demissões no Pentágono, incluindo o tenente-general Jeffrey Kruse, que liderava a agência de inteligência da pasta.
Mais recentemente, Hegseth demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, sem apresentar justificativas. Contudo, dois oficiais americanos ouvidos pela Reuters sugeriram que a causa foram tensões entre o chefe do Pentágono e o secretário do Exército, Daniel Driscoll.
Na mesma semana, outros líderes também foram exonerados.
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