Trump anuncia tarifas de importação de carros da UE em retaliação comercial

O presidente dos Estados Unidos, do Partido Republicano, anunciou nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, um aumento de 25% nas tarifas de importação de carros e caminhões da União Europeia. A medida surge devido ao que o governo americano considera descumprimento do acordo comercial estabelecido entre os dois blocos econômicos.
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As novas tarifas entrarão em vigor na próxima semana.
Investimentos em Fabricação nos EUA
O presidente Trump enfatizou que a tarifa não se aplicará a veículos e caminhões produzidos nos Estados Unidos. Ele destacou que investimentos significativos, ultrapassando US$ 100 bilhões, estão sendo realizados na construção de novas fábricas de automóveis e caminhões, um recorde na indústria.
A expectativa é que novas instalações, com mão de obra norte-americana, sejam inauguradas em breve.
Dados de Comércio entre EUA e UE
Em 2024, os Estados Unidos representaram a principal do mercado de veículos novos da União Europeia, após o Reino Unido. O país norte-americano respondeu por 22% das exportações da UE, com um volume de US$ 414,4 bilhões em bens exportados para a União Europeia e US$ 633,2 bilhões em importações.
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Essa balança comercial negativa totalizou US$ 218,8 bilhões, segundo dados do United States Census Bureau. Em 2025, as importações americanas de automóveis e peças da UE atingiram US$ 62,5 bilhões.
Empresas Impactadas
Entre as empresas que serão afetadas por essa medida estão a Volkswagen (Alemanha), BMW Group, Daimler Truck, Mercedes-Benz Group, Stellantis (Holanda) – que engloba Alfa Romeo, Maserati e Fiat – e Volvo (Suécia). A decisão ocorre em um contexto de tensões comerciais entre os dois blocos econômicos, com o Acordo de Turnberry, nomeado em referência ao campo de golfe do presidente Trump na Escócia, sendo um marco nesse cenário.
Outras Ações e Reações
Em janeiro deste ano, o presidente Trump implementou uma tarifa de 10% sobre oito países da Organização do Atlântico Norte (OTAN) que se opuseram à compra da Groenlândia pelo governo norte-americano. A União Europeia tem demonstrado resistência em ratificar o acordo comercial após o anúncio inicial, e a Comissão Europeia tem questionado o cumprimento do acordo por parte dos Estados Unidos, especialmente após a decisão da Suprema Corte norte-americana de revogar tarifas recíprocas.
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