Tornado Destrói Palmas, Paraná: 29 Mortos e Tragédia Revive Evento de 1959

Tornado atinge Palmas, no Paraná, causando destruição e relembrando tragédia de 1959. Ratinho Jr. trabalha no resgate e reconstrução da área. Evento de 1959 matou 35 pessoas e deixou dezenas de feridos

08/11/2025 14:24

3 min

Tornado Destrói Palmas, Paraná: 29 Mortos e Tragédia Revive Evento de 1959
(Imagem de reprodução da internet).

Tornado Devasta Município de Palmas no Paraná

Um forte tornado provocou destruição em diversas regiões do estado do Paraná, com maior impacto no município de Palmas, localizado a 400 quilômetros de Curitiba. A cidade, com cerca de 14.000 habitantes, sofreu com os efeitos do fenômeno, conforme informações da Defesa Civil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até a noite de sexta-feira, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) classificava o tornado como F2, quando os ventos ficam entre 180km/h e 250km/h. O governador paranaense Ratinho Jr. esteve no município e trabalha no resgate e atendimento de feridos, além do início de reconstrução da área destruída.

Tragédia de 1959: Um Evento Marcante

A destruição em Palmas não é um evento recente. Em 1959, uma tragédia sem precedentes atingiu a cidade, causada por um tornado de grande intensidade. O evento, registrado em reportagens da época, devastou a zona rural do município, resultando em 35 mortes e dezenas de feridos.

A força dos ventos destruiu casas, galpões e uma serraria inteira, consolidando o episódio como uma das maiores catástrofes naturais já registradas no estado.

Relatos da Tragédia de 1959

Flora Nadir Tonial lembra que recolhia as roupas do varal, por volta das 16h30, quando percebeu que a tempestade estava chegando à Fazenda Fortaleza, localizada a cerca de 30 quilômetros do centro de Palmas. O vento ganhou força, o céu escureceu e o som vindo das nuvens se tornou cada vez mais intenso.

Leia também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em poucos minutos, o vilarejo foi tomado por uma chuva de granizo. “O barulho era ensurdecedor. Não era trovoada, era um som estranho, diferente. Acho que era o furacão que vinha na direção do povoado”, recordou Flora. Instantes depois, a tempestade atingiu em cheio a comunidade.

Rajadas de vento que ultrapassaram os 200 km/h devastaram a Fazenda Fortaleza e a pequena vila habitada por trabalhadores da Serraria Santo Antônio. Em poucos minutos, todas as construções foram arrasadas. “A dona da fazenda, Aparecida Maciel, chegou pedindo socorro.

Estava ferida e com o filho pequeno nos braços. Morreram o outro filho e a empregada que cuidava das crianças”, contou Flora.

Impacto e Reações

O epicentro da destruição aconteceu nas terras de José Antônio de Araújo Maciel, conhecido como Tuta, onde funcionava a serraria. No local, havia doze casas e alguns galpões que serviam de moradia para famílias de operários e agricultores. Todas foram atingidas.

O impacto do tornado foi tão grande que um locomóvel da serraria — equipamento industrial com cerca de cinco toneladas — chegou a ser arremessado a mais de 40 metros de distância. A tragédia provocou forte comoção em Palmas e nas cidades vizinhas.

Análise do Fenômeno

A atual proprietária da Fazenda Fortaleza, Lourdes Carneiro, conta que cresceu ouvindo os relatos sobre o tornado. “Lembro que morreram 29 pessoas na sede e mais uma família de obreiros. Para se ter ideia da força do vento, encontraram em Novo Horizonte, Santa Catarina, o paletó de um fazendeiro daqui, com a carteira de documentos no bolso.

Nunca mais tivemos vendaval como aquele”, disse à MetSul. A destruição concentrada em uma faixa estreita de terreno reforça a hipótese de que o evento tenha sido provocado por um tornado.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!