Termelétricas: Manifesto Urgente Defende Leilão para Evitar Apagões em 2026

Manifesto Defende Contratação de Termelétricas no Leilão de Reserva de Capacidade
Em meio a crescente preocupação com a estabilidade do sistema elétrico brasileiro, a Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (ABGT) e especialistas do setor emitiram um manifesto nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, em defesa da contratação de usinas termelétricas no Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência.
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O documento, assinado por figuras como o ex-ministro Bento Albuquerque, o economista Luiz Carlos Ciocchi e representantes da ABGT, argumenta que o leilão é crucial para evitar apagões e racionamentos, estimando que a ausência do certame poderia gerar custos de até R$ 970 bilhões para o país nos próximos 15 anos.
O manifesto destaca que o mecanismo é um importante instrumento de segurança energética, operando com base em critérios técnicos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Segundo os especialistas, a probabilidade de perda de carga no sistema nacional deve permanecer abaixo de 5%, garantindo a estabilidade da rede 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Eles ressaltam que o leilão não visa apenas atender picos de consumo, mas assegurar a confiabilidade do fornecimento de energia.
O documento cita eventos como os blecautes ocorridos no Brasil em 2023 e na Península Ibérica em 2025 como exemplos de vulnerabilidade do sistema, evidenciando a importância de medidas preventivas. Além disso, os signatários argumentam que a expansão da contratação de potência se justifica pelo encerramento de contratos de térmicas em 2026 e pela demanda acumulada desde 2022, quando o último leilão desse tipo foi realizado em 2021.
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Em contrapartida, o manifesto rebate críticas de grupos ligados às energias renováveis, questionando a viabilidade da substituição das termelétricas por sistemas de armazenamento em baterias. Os especialistas afirmam que, embora as baterias tenham um papel a desempenhar na matriz elétrica brasileira, sua confiabilidade operacional ainda não é suficiente para substituir térmicas e hidrelétricas na função de segurança do sistema.
Eles apontam que a experiência com baterias utilizando tecnologia GFM (Grid Forming Control) ainda é limitada e que existem incertezas sobre seu desempenho e interação com a rede elétrica nacional.
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