Tensão no Estreito de Ormuz: Irã e EUA em impasse sobre passagem de navios?

Tensão no Estreito de Ormuz: Irã e EUA em desacordo. Saiba por que petroleiros e navios abortam passagem crucial!

20/04/2026 06:57

3 min

Tensão no Estreito de Ormuz: Irã e EUA em impasse sobre passagem de navios?
(Imagem de reprodução da internet).

Tensão no Estreito de Ormuz: Disputa Continua entre Irã e EUA

O Estreito de Ormuz encontra-se praticamente deserto pelo terceiro dia consecutivo. A tensão persiste, com o Irã e os Estados Unidos mantendo um profundo desacordo sobre a livre circulação de navios por essa importante via marítima.

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Nas últimas horas, foram avistadas pelo menos três embarcações no estreito. Entre elas, destacam-se dois petroleiros que constam como vazios no rastreamento do MarineTraffic. Um petroleiro carregado, por exemplo, foi registrado saindo da região na manhã desta segunda-feira, dia 20, horário local, segundo o MarineTraffic.

Incidentes Recentes e Restrições de Navegação

O navio Nova Crest, operado por uma companhia turca, havia deixado um porto iraquiano no início deste mês. Essa embarcação já foi noticiada por envolvimento com o transporte de petróleo russo, atraindo atenção do Reino Unido e da União Europeia.

Aumento de Incidentes e Ordens de Abortamento

No último sábado, dia 18, a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) declarou que treze embarcações tiveram que reverter a rota, conforme informações do grupo de inteligência marítima Windward. Um navio porta-contêineres foi atingido por disparos no sábado, e outras duas embarcações relataram incidentes.

Como consequência, nenhum petroleiro foi visto transitando pelo Estreito no domingo, dia 19. Contudo, analistas alertam que essa ausência pode não refletir a totalidade do tráfego, já que nem todos os navios divulgam suas posições.

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Orientações de Navegação e o Impasse Geopolítico

A organização consultiva de navegação Ambrey emitiu um alerta nesta segunda-feira, dia 20, aconselhando que as embarcações planejam atravessar o Estreito de Ormuz abortem a viagem, retornando ao ponto de origem assim que receberem alertas via rádio VHF.

Diversos navios mercantes relataram ter recebido ordens diretas da Marinha da IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) para que não prosseguissem com a passagem. Este impasse se desenrola desde o início do conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Restrições Impostas pelo Irã

Desde então, Teerã restringiu a passagem para quase todas as embarcações pelo Estreito de Ormuz. O Irã afirma que a navegação só será permitida sob controle iraniano e mediante o pagamento de uma taxa específica.

Essa via marítima é crucial, pois por ela transita quase um quinto do petróleo e gás consumidos mundialmente. Após uma negociação fracassada com o intuito de encerrar os conflitos entre EUA e Irã, o presidente Donald Trump anunciou que as forças americanas passariam pelo Estreito de Ormuz.

Reações e Mudanças no Cenário Diplomático

Em resposta ao anúncio de bloqueio dos americanos, Teerã ameaçou atacar navios de guerra que tentassem cruzar o estreito e retaliar contra os portos de seus vizinhos no Golfo.

Inicialmente, após um anúncio de cessar-fogo de Israel no Líbano, o Irã havia anunciado a reabertura de Ormuz. No entanto, o grupo mudou de posição no sábado, dia 18, acusando os Estados Unidos de violarem os termos de um cessar-fogo de duas semanas estabelecido em Teerã.

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