Tenente-Coronel é Julgamento por Assassinato de Policial Militar em SP

Tenente-Coronel é Citado a Julgamento pelo Assassinato da Policial Militar
As audiências de instrução e interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foram agendadas pela Justiça de São Paulo no caso que o acusa pela morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. A 5ª Vara do Júri do Foro Central Criminal de São Paulo estabeleceu um cronograma detalhado para o julgamento, que se estenderá até o dia 3 de julho.
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O processo terá início em 29 de junho, com oitiva de diversas testemunhas, incluindo delegados, peritos criminais, policiais militares e testemunhas do caso. Nos dias 30 de junho e 1º de julho, a agenda inclui oitiva de mais testemunhas, incluindo uma testemunha protegida e pessoas envolvidas na investigação, além de uma audiência com familiares da vítima, com depoimento especial da filha de Gisele.
O dia 2 de julho será dedicado a depoimentos de policiais militares, oficiais da corporação e outras testemunhas.
Interrogatório do Réu Previsto para 3 de Julho
O ponto central do julgamento será o interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que é réu no processo. A sessão está marcada para o dia 3 de julho, às 10h, e será crucial para a análise das evidências e argumentos da defesa e da acusação.
Investigação e Acusações Contra o Tenente-Coronel
O crime ocorreu em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento do casal, localizado no bairro do Brás, em São Paulo. Segundo as investigações, uma discussão entre o casal, motivada pela decisão da vítima de se separar, culminou em um ato violento. O tenente-coronel teria disparado uma arma de fogo contra a cabeça da esposa.
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Acusações de Manipulação e Tentativa de Ocultação de Evidências
O Ministério Público (MP) alega que o tenente-coronel tentou manipular a cena do crime, posicionando a arma na mão da vítima e alterando elementos do local para induzir erro na apuração dos fatos. Além disso, há suspeitas de que ele teria tomado banho após o crime para eliminar vestígios.
As investigações indicam que o oficial possuía um motivo torpe, ligado ao sentimento de posse e à recusa em aceitar o fim do relacionamento.
Evidências e Argumentos do Ministério Público
Os laudos periciais apontam inconsistências na versão apresentada pela defesa. Há registros de que o tenente-coronel estava presente no local do crime logo após o ocorrido, além de evidências de que ele teria tomado banho para eliminar vestígios.
O MP argumenta que a vítima foi surpreendida no momento do crime, o que agrava a acusação.
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