Tenente-Coronel Acusado de Feminicídio Retoma Oitivas em Julgamento Surpreendente

A Polícia Militar de São Paulo retomou, nesta segunda-feira (11), oitiva de testemunhas no julgamento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado do assassinato de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. O processo, que visa avaliar se o militar pode continuar exercendo suas funções, está sendo conduzido pela Secretaria de Segurança Pública, com as oitivas programadas para a semana toda.
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O Conselho de Justificação agendou depoimentos de diversos oficiais e soldados, incluindo a soldado Sara Barbosa Zerbinatti, o tenente Guilherme Adriano Lucas, a subtenente Sheila Aparecida Magrini Cruz e o cabo Suziane de Fátima Batista do Amaral.
Cronograma das Oitivas
A soldado e o tenente serão ouvidos nesta segunda-feira (11), enquanto a subtenente e o cabo serão ouvidos na quinta-feira (14). A defesa do tenente-coronel ressalta que essa etapa representa o início da instrução processual, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa, após uma fase inicial com apenas uma testemunha, iniciada em abril.
Julgamento em Justiça Comum
O caso, que inicialmente tramitava na Justiça Militar, foi transferido para a 5ª Vara do Júri, vinculada ao Tribunal de Justiça de São Paulo, decisão tomada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 28 de abril. O tenente-coronel é acusado de feminicídio e fraude processual, com a possibilidade de ser julgado pelo Tribunal do Júri devido à natureza dolosa do crime.
Detalhes do Crime e Acusações
Geraldo Leite Rosa Neto é acusado de ter assassinado Gisele Alves Santana em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento do casal, no bairro do Brás, após uma discussão motivada pela decisão da esposa de se separar. A investigação aponta que ele teria disparado um tiro na cabeça da vítima, tentando manipular a cena do crime para simular um suicídio.
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O Ministério Público detalha que o oficial posicionou a arma na mão da vítima e alterou elementos do local para induzir erro na apuração dos fatos.
Evidências e Contradições
Laudos periciais revelaram inconsistências na versão apresentada pela defesa, indicando que o tenente-coronel tomou banho após o crime para eliminar vestígios. Além disso, há evidências de que ele teria manipulado a cena do crime. O Ministério Público argumenta que o crime foi motivado por um sentimento de posse e recusa em aceitar o fim do relacionamento, agravado pelo fato de a vítima ter sido surpreendida.
A denúncia do MP também destaca que a vítima foi encontrada com um ferimento na cabeça, o que agrava o crime. O caso continua sob investigação e aguarda as conclusões das oitivas e a análise das evidências apresentadas.
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