Tenente-Coronel Acusa Feminicídio e Assédio à Soldada Após Morte da Esposa

Caso de Feminicídio e Assédio: Detalhes Reveladores da Denúncia da Soldada
Uma investigação recente, concluída em 30 de abril, lança luz sobre um caso complexo envolvendo o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio da soldado Gisele Alves Santana, e suas ações subsequentes. A investigação detalha uma série de tentativas de assédio e contato com uma soldado da Polícia Militar após a morte de sua esposa, Gisele.
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De acordo com o documento, em 4 de março, 14 dias após a morte da soldado, Geraldo entrou em contato com a denunciante, buscando explicar o homicídio que o envolvia. A policial, que se sentia associada a um relacionamento amoroso devido ao comportamento do oficial, solicitou que ele a deixasse em paz.
A defesa da soldado relata que o tenente-coronel descobriu o endereço da residência dela, compareceu sem consentimento e insistiu em um possível relacionamento. O advogado da policial afirma que ela nunca correspondeu ao interesse do oficial e que ele representava uma ameaça.
A vítima, Gisele, declara não ter conhecimento das capacidades do marido até a sua morte e o posterior arresto do tenente-coronel.
A soldado afirma que só teve coragem de fazer a denúncia após o ocorrido. A denúncia relata diversas tentativas de Geraldo de estabelecer um relacionamento amoroso com ela, descrevendo um comportamento persecutório por parte do oficial. Uma fonte da CNN Brasil teve acesso a um documento da defesa da policial, datado de final de abril de 2026, que acusa o tenente-coronel de descumprimento de missão, assédio sexual, assédio moral, ameaça e fraude processual.
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A soldado, que trabalhava como auxiliar no mesmo batalhão que o oficial, relata tentativas de proximidade, incluindo uma proposta de cargo de secretária particular. Mesmo recusando a oferta, a soldado solicitou uma transferência para o patrulhamento na rua, em resposta às insistências do comandante.
Após a transferência, o tenente-coronel continuou tentando se aproximar dela, utilizando ligações, mensagens e abordagens em outros efetivos e na residência da soldado. Em agosto de 2025, ele teria tentado convencer a soldado e outro policial a irem a um compromisso na prefeitura, e em um mês seguinte, entregou um buquê de flores na casa da soldado.
A soldado relata que evitava ficar sozinha e recusava escalas voluntárias em que o tenente-coronel aparecia. O oficial tentava convencer outros policiais que gostava dela e que estaria separado de Gisele. Gisele chegou a procurar a soldado após descobrir o comportamento do tenente-coronel. “A esposa certamente já sabia das intenções dele”, afirma a denúncia.
A PM também relata que o tenente-coronel se gabava de sua liderança perante todos os policiais e já afirmou, em uma ocasião, que qualquer um seria administrado por um policial e amigo pessoal do comandante. A defesa de Geraldo Neto afirma não ter ciência da denúncia, e a Corregedoria da Polícia Militar ainda não respondeu à CNN Brasil.
A soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, na região central de São Paulo, em 18 de fevereiro. Inicialmente tratada como suicídio, a ocorrência evoluiu para um inquérito de homicídio. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido de Gisele, está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março.
Ele foi denunciado pelo Ministério Público e se tornou suspeito de feminicídio e fraude processual.
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