TCESP Aponta Desperdício de R$ 4,3 Milhões em Medicamentos em SP!

Operação do TCESP aponta desperdício de R$ 4,3 milhões em SP! 😱 Desabastecimento e má gestão chocam em 300 municípios. Saiba mais!

08/05/2026 20:16

2 min

TCESP Aponta Desperdício de R$ 4,3 Milhões em Medicamentos em SP!
(Imagem de reprodução da internet).

Desperdício de Medicamentos Alastrado em São Paulo: Operação do TCESP Revela Prejuízos de R$ 4,3 Milhões

Uma operação abrangente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) expôs um problema grave de gestão de medicamentos em diversas cidades paulistas. A ação, realizada em 2026, identificou o descarte de medicamentos com valor total de mais de R$ 4,3 milhões, representando um prejuízo significativo para os cofres públicos.

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A operação, coordenada pela 2ª Fiscalização Ordenada, mobilizou uma equipe de mais de 380 auditores em 300 municípios, buscando identificar as causas por trás desse desperdício.

Segundo o relatório, a principal razão para a perda de grande volume de medicamentos foi o vencimento antes da distribuição, responsável por cerca de 63% das perdas. Além disso, o TCESP constatou que 73% das unidades de saúde apresentavam desabastecimento de medicamentos essenciais, incluindo psicofármacos e tratamentos para diabetes.

A discrepância entre os quantitativos físicos e os registros oficiais também foi um fator crítico, dificultando o planejamento e o abastecimento das farmácias.

Problemas Estruturais e de Atendimento Amplificam a Crise

A investigação do TCESP revelou uma série de problemas além da gestão inadequada de medicamentos. Em mais de metade das unidades de saúde fiscalizadas, não havia Auto de Vistoria do Corpo de Bombebreiros (AVCB), evidenciando falhas na segurança das instalações.

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Adicionalmente, foram identificadas umidade e mofo em áreas de armazenamento, comprometendo a qualidade dos medicamentos. A situação se agravava com a falta de controle de demanda represada, conforme apontado por 81% das unidades, o que impossibilitava uma avaliação precisa do impacto da falta de medicamentos na população.

Apesar da presença de farmacêuticos em 94% das unidades, a capacidade de atendimento era limitada. Oito em cada dez profissionais não conseguiam realizar acompanhamento de pacientes devido à alta demanda no balcão ou à falta de espaços adequados.

Além disso, o tribunal constatou que mais de 659 mil pacientes no estado recebem medicamentos por meio de decisões judiciais, indicando um sistema de saúde sob pressão e com dificuldades em atender às necessidades da população. A falta de canais de diálogo entre as prefeituras e o Judiciário também foi identificada como um obstáculo na judicialização da saúde.

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